quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Reveillon - Parte 1

Hoje esta história faz aniversário. Muitos já a conhecem, mas para deixar registrado e também para "comemorar" ai vai a famosa história de nosso Reveillon 2008/2009 em Barcelona.

Depois de passarem o dia pela cidade, P1, P2 e P3 voltaram ao hostel munidos de champanhe, vodka e energético para "aquecermos" o Reveillon. No horário combinado todos se encontraram no apartamento de P2. Das francesas, apenas a Predadora apareceu. P1 e P3, que passaram o dia "vendendo" a imagem da Predadora para P2, para "livrar" o caminho pra um deles, logo fizeram as devidas apresentações. P2, assim que pôde saiu da sala e foi a cozinha. P1 o seguiu logo em seguida. "Cara! Você tá maluco!? Você viu a cor da perna dela? Mas nem *&$@#!" - desabafou P2. Mais tarde descobriram que ela estava usando uma meia calça preta =P.

Algum tempo depois, as outras duas francesas apareceram. E toda a esperança de que a terceira componente salvaria a estratégia do grupo, foi por água abaixo. Digamos que a terceira francesa era a "aprendiz" da Predadora. Restou-nos apenas beber! Drinkin' Games! Jogos estes onde apenas P1 e P2 beberam. Vez ou outra as francesas. Não demorou muito para P1 e P2 "se alegrarem". Basicamente acabaram com a garrafa de vodka.



A galera do hostel, em sua maioria brasileira, havia programado de passar a virada na conhecida Praça de la Cataluña seguida de uma baladinha. Saíram todos juntos para este destino. P1 e P2 munidos de "cantis" com o restante da bebida, começaram então a entoar seus cantos: "Engenharia é foda pra caralho!", "Nós que somos engenheiros!", intercalados com "Chupa Medicina". Nenhum deles animava o pessoal, que parecia entediado. E então começaram "Eu, sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor!". Os brasileiros ali presentes, movidos pela comoção e saudade das terras tupiniquins, juntaram-se a P1 e P2 e durante todo o caminho continuaram a cantoria.

Chegando na Praça, a cantoria contiunuou, e desta vez até mesmo canções da engenharia viraram hits! Estávamos bem!! (http://www.youtube.com/watch?v=yrHw6szAAg8)

2009 havia chegado, sem muito alarde, sem fogos de artifício, sem sequer uma bombinha! Apenas pessoas se comprimentando e comemorando.

Mas o pior estava por vir...

Abraços

P1, P2 e P3.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Finalmente meu chapéu!

Desde que cheguei a Europa, um artefato chamou-me a atenção. Chapéus. Um acessório em desuso em terras tupiniquins. Gostei da "moda" e decidi que compraria um. A partir de então em todas as cidades que passávamos, procurava pro um.

O problema não estava no modelo, pois gostava de muitos modelos. O tamanho era difícil. Nem o extra-fucking-oh-my-goodness-large cabia em minha cabeça. E depois de 15 cidades espalhadas por 6 países, foi em Barcelona que encontrei. Tudo bem que não era o modelo que eu tinha em mente, mas cabia!!! E desde então este chapéu me acompanhou por todos os lugares, para felicidade de poucos (apenas eu) e infelicidade de muitos! =P

Abraço

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

As francesas!

Voltando ao hostel, cansado, fui direto pro quarto. O dia seguinte prometia! Véspera de Ano Novo e ainda tínhamos que conhecer a cidade. Marcamos de nos encontrar as 9h na recepção.

Após uma agradável e revigorante noite de sono, estava eu na recepção aguardando Luiz e Tomas. Passaram-se 10min, 20min e depois de 30min Tomas surge, todo "moído". Eles haviam prolongado a noite. Explico. Assim que nos separamos, Tomas entrou em seu apartamento e se deparou com duas meninas, as francesas! Este não era o primeiro contato com as francesas. Já as havíamos visto enquanto reconhecíamos os quartos. A primeira (e mais gata) era branquinha, olhos escuros, cabelos longos e castanhos, lisos mas meio ondulado e magra, bem magra. A segunda,...bem, apelidamos de Predador. Creio não serem mais necessárias descrições sobre esta segunda personagem. Em desvantagem numérica, Tomas acabou chamando Luiz para "auxiliá-lo". Resultado, faríamos esquenta com elas e uma terceira amiga antes da virada. Acabaram passando a madrugada acordados.

Enfim, acabamos saindo mais tarde do hostel... Não sabíamos mas já tinhamos o cenário montado para as merdas que viriam no Reveillon!

Abraço

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O que francês tem mais...

Naquela mesma noite, enquanto caminhávamos procurando por "agito", fomos parados por um casal de franceses. Aquele jeitinho irritante e aquele sotaque nojento, que desgraça! Pediam direções para um bar/balada. Tomas, olhou no mapinha que os franceses tinham em mãos e com toda propriedade, orientou-os. "Duas ruas a direita, depois a esquerda, segue em frente e depois que passar tal lugar vira a esquerda". Os franceses agradeceram e partiram. Curiosos, perguntamos ao Tomas como ele sabia onde ficava o lugar. "Cara, sei porra nenhuma! Francês tem mais é que se foder mesmo!". E continuamos nossa procura...

Abraço

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ovelha Negra

Durante o planejamento do mochilão, prezamos por um maior conforto para o Reveillon e ficamos em quartos individuais.

Já devidamente instalados, esperávamos por Tomas, amigo de Luiz que chegava da Alemanha para passar o Reveillon conosco. Enquanto esperávamos, tentamos nos familiarizar com a galera do hostel. Aos poucos fomos descobrindo que estávamos infiltrados em uma grande colônia brasileira! Todos no hostel eram brasileiros! Desde os atendentes, muito "gente boas", até os hóspedes.

Assim que Tomas chegou começamos agitar para sair. Sim, estávamos cansados da viagem, mas era sexta-feira e estávamos em Barcelona!!! Tentamos arrebanhar pessoas do hostel para esta empreitada, mas aparentemente eles não gostaram muito da idéia de interagir com estranhos recém chegados.

Seguimos assim sozinhos. Destino: Las Ramblas, Bar Ovelha Negra! As ruas estavam movimentadas e pairava no ar aquele burburinho de sexta-feira. Chegamos ao bar. Pouca luz, uma decoração do tipo "taberna", muita gente bonita, um ambiente peculiar e sem música. Pedimos a bebida típica local, sangria, uma mistura de suco de laranja e vinho bem gelado, e esperamos por música. Nada. Saímos então para rua a procura de "agito". Acabamos entrando numa balada, bebemos uma cerveja, ouvimos um pouco de música (finalmente!) e voltamos para o hostel.


O dia seguinte prometia!

Abraço

sábado, 7 de novembro de 2009

Atravessando a fronteira

Narrarei aqui o calvário que foi nossa chagada a Barcelona. Como descrito no post "Contratempos", o sistema ferroviário da França e Espanha estavam em greve, deixando nosso destino um tanto quanto incerto. Poderíamos ou não conseguir chagar a Barcelona a tempo do Reveillon.

Pegamos um trem que nos levou até a primeira cidade espanhola depois da fronteira com a França. Foram 3 trens até a fronteira. E aqui vivenciamos como os imigrantes sofrem com a fiscalização. O trem foi parado e policiais e agentes alfandegários fiscalizaram o trem. Já na estação na cidade espanhola, mais uma fiscalização, esta feita individual e de forma muito rigorosa. Como alguns devem saber, brasileiros não são muito bem vindos na Espanha devido ao grande número de imigrantes brasileiros ilegais que este pais possui. Ao ver meu passaporte brasileiro, o fiscal fechou o semblante e perguntou: "Brasileiro?" Mas bastou ele ver o visto de permanência na Alemanha que a situação foi resolvida. Estranho não!? Uma vez que estávamos na UE teoricamente isso não deveria acontecer...

Conseguimos enfim chegar a Espanha. Mas como chegaríamos a Barcelona? Um trem, que mais pareceia uma lata de sardinha com rodas, partiria dentro de duas horas e nos levaria ao nosso destino. Nosso cronograma não sairia tão prejudicado depois de tudo! E mais uma longa viagem até Barcelona, em um trem nada confortável.

Enfim chegamos a Barcelona. Mas qual seria a estação que devemos parar? Usando nosso mais belo e porco espanhol obtivemos uma informação não muito precisa. A cada parada do trem (que parou infinitas vezes) olhávamos aflitos pela janela para verificar a estação. Percebendo nossa aflição, um casal de velhinhos nos tranquilizou: nos levariam até a estação central. Mesmo assim, após uma pequena confusão (descemos em uma estação e entramos em seguida no trem que já estava na outra plataforma que lógicamente não era nosso trem) o simpático casal nos levou guiou até uma estação de metro ajudando-nos ainda a comprar os tickets e explicando-nos exatamente o caminho que deveríamos fazer. A partir daí, chegamos ao hostel sem grandes problemas...

Enfim um pouquinho de sorte!

Abraço


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Objetos estranhos!

Estavamos praticamente no meio de nosso mochilão e como o planejado aproveitaríamos os serviços do hostel para lavar as roupas sujas. Juntamos as roupas em um cesto e logo pela manhã deixamos na recpção para que fossem lavadas enquanto conhecíamos os arredores. Ao fim do dia, voltamos ao hostel e enquanto estava no banheiro, Luiz separava as roupas já limpas. Luiz: "Alexandre, tem uma parada aqui que tenho certeza que não é minha e creio não ser sua também. Se for, ou você é muito viado ou está realmente muito necessitado!". Uma calcinha. Mas não das comuns, tipo menina comportada ou tipo da vovó (desagradável =P) era um micro fio dental branco!


Como era possível alguém caber naquela coisa! Imagine a situação ao explicar este fato à recepcionista...

Abraço

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Contratempos

Voltando ao mochilão...

Já sabíamos que não haveria trens noturnos de Veneza para Nice, como planejávamos. Sem grandes problemas conseguimos mais uma noite no hostel onde estávamos e pegaríamos o primeiro trem para Nice as 6h. Até ai, sem problemas... desde que o trem chegasse no horário marcado! 10 min, 20 min e nada. A estação estava totalmente vazia. O trem havia sido cancelado. Esperamos por um tempo até que um trem chegou. Perguntamos o que deveríamos fazer, pois nossas reservas não adiantavam para outro trem. Fomos orientados (gambiarra master) a pegar aquele trem, ir até Milão e de lá pegar o trem para Nice.

Após 12 horas de viagem, desembarcamos em Nice. Aproveitando que já estávamos na estação, procuramos nos informar sobre nosso próximo trecho até Barcelona. A estação estava muito agitada. Todos os guichês com filas longas. Algo ruim estava acontencendo. Estavam em greve. França e Espanha. Não haviam trens. Eles não podiam garantir os horários do sistema ferroviário da Espanha. Só conseguiríamos chegar até a fronteira e de lá saberíamos se haveria trem ou não. E esta foi a melhor/única solução que conseguimos.

Se tudo deu certo... veremos!

Abraço

sábado, 24 de outubro de 2009

Mais idiotices!

Ainda lembrando coisas que deveríamos ter postado e esquecemos e continuando a onda de idiotices que fizemos...

Em Berlim ha um monumento chamado "Siegssäulee" ou "Coluna da Vitória", construído em 1873 em comemoração a vitória do então reinado da Prússia contra Austria, Dinamarca e França, que possui 66 metros de altura e em seu topo uma estátua de Bronze de Vitória, deusa da vitória militar. Embalados pela música tema de "Rocky", na voz de Luiz, e em alusão a uma das cenas clássicas deste filme que relata sua carreira vitoriosa, fizemos mais esta idiotice...



Abraço

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Idiotices a parte

Conversando esta semana com Guga percebi que havia esquecido alguns fatos engraçados que aconteceram em nossas primeiras viagens, quando ainda confiávamos em nossas memórias para relatar os fatos posteriormente. Este é um deles.

Em Berlim, a caminho do hostel, depois de um dia cansativo, decidimos correr no meio do povo. Mas não uma corrida normal, mas sim como a Phoebe do seriado Friends o_O' .

E gravamos isso...




Abraço

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Veneza à vaporeto

Tínhamos apenas 1 dia na cidade mais romântica do mundo. Eu e Luiz sozinhos. Mais bixa que isso só se nos hospedássemos em um hostel gay.... né Taka e Fejão!?

Mas enfim, logo pela manhã tivemos que tomar uma grande decisão que acarretaria na história deste post. Valia a pena comprar o ticket diário, ou seria melhor comprar passagens individuais e realizar mais percursos a pé? Luiz insistia na idéia de ticket diário, pois veríamos as outras ilhas e a cidade vista do mar. Eu discordava. Para não separar o "grupo", acabamos pegando o ticket diário mesmo.


O principal meio de transporte em Veneza, além das tradicionais gondolas (50€ wtf!) são os vaporetos, como onibus aquático. Passamos o dia nas principais ilhas e ao final da tarde aproveitamos a vantagem do ticket diário e fomos às ilhas mais distantes. Entramos no vaporeto e navegamos em alto mar. O sol se punha, e o barco oscilava com o bater das ondas. Cinco minutos foram suficientes para que apagássemos. Dormimos como bebês! Na parada final descemos. Já era noite. Não havia nada na ilha para ser feito. Esperamos o vaporeto que nos levaria de volta tomando um café ao estilo "cult". Uma hora e meia depois estávamos de volta ao centro de Veneza, após um passeio de mais de 3 horas de vaporeto que aproveitamos dormindo! Mais um super-investimento!

Abraço

Alexandre

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O mistério da porta

Na viagem Florença-Veneza pegamos um trem direto, sem grandes complicações. Ou ao menos era o que esperávamos. Luiz certo que deveríamos na última parada, Veneza Mestre, nem sequer se preocupou quando passamos pela estação Veneza Sta. Lucia. Assim que o trem retomou viagem: "Então, era lá!" Já tinham me avisado de não deixar Luiz como o cara responsável por mapas, mas eu também não era muito confiável. "Merda!" Chegando na parada final, por sorte, conseguimos pegar o último trem partia em direção a Veneza Sta. Lucia. Ótimo! Ao menos não teríamos que procurar um ATM para dormir!

Entramos no trem e ficamos no corredor mesmo. Porém uma das portas estava quebrada e para não arriscar que a plataforma de desembarque coincidisse com esta porta, mudamos de vagão. E eis que surge outra grande dificuldade em nosso caminho: a porta. Tentamos de todas as maneiras possíveis abrí-la. Puxamos, empurramos, procuramos por sensores, botões e nada. Falamos "Mellon" (élfico para amigo - momento TLOTR =P) e outras palavras mágicas e a porta continuou fechada. A estação de parada se aproximava e começávamos a entrar em desespero. Largamos as bagagens e partimos pra força bruta. Do outro lado da porta, duas menininhas de aproximadamente 10 anos assistiam à cena e riam. Depois de perceber nosso desespero e de se divertirem o suficiente, uma das meninas se aproximou tranquilamente da porta e pressionando um simples botão, que sinceramente estava camuflado por algum tipo de magia negra, nos libertou.

Humilhados e derrotados desembarcamos finalmente em Veneza.

Abraço

Alexandre

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Florença em 3 horas

Ao final do 4º dia em Roma, não tinhamos mais nada muito importante pra visitar. Nossa próxima parada era Veneza onde deveríamos chegar a noite. Tinhamos a opção de enrrolar em Roma, ir para Florença ou ainda para Piza. Não aguentávamos mais Roma, Piza só tem uma torre que prova a incompetência de alguns engenheiros, logo acabamos escolhendo uma breve visita a Florença.

Chegamos em Florença por volta da hora do almoço e após um saudável Mc'Donalds, tivemos o primeiro contra-tempo: não haviam mais trens noturnos entre Veneza e Nice, nossa próxima parada, ou seja, perderíamos um dia para fazer este trecho. Sem muito o que fazer partimos para uma caminhada pelos arredores. Tínhamos 6 horas para visitar a cidade e voltar a estação para pegar o trem para Veneza. Catedral (Duomo) , palácio, pontes, ruas, enfim, todos os principais pontos foram visitados... em 3 horas!



Restavam 3 horas de espera. Buscamos desesperadamente por um Starbucks, onde pudessemos tomar um café e enrrolar estas 3 horas. Estávamos na Itália, país conhecido pela qualidade de seus cafés (produzidos aqui, mas enfim), onde a existência de um Starbucks seria uma ofença. Conclusão: não havia Starbucks. Acabamos em um aconchegante Café/Pub com ótima música.


Florença: checked!

Abraço

Alexandre

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

"You know is not a show"

E o Natal chegou. Durante aquele dia tudo parecia diferente. Todos pareciam ansiosos para juntarem-se às suas famílias e celebrar uma data tão importante para os cristãos. No final da tarde, todos pareciam correr e as ruas aos poucos ficavam desertas. E nós estávamos lá, no centro do catolicismo, sozinhos.


Nesta correria encontramos Matheo, um italiano amigo de Luiz, que nos convidou para uma cerveja. Conversamos um pouco e eu, como um católico praticante que planejava e ansiava pela famosa Missa do Galo, perguntei a ele sobre o assunto: "You know is not a show. It is a mass, nothing special". Um tanto desanimador, mas mesmo assim mantive meu plano: chegaria as 20h a Praça de São Pedro para a missa que começaria as 21h (segundo informações obtidas com o guardinha do próprio vaticano). Luiz, porém, não me acompanhou e voltou para o hostel.

Já sabíamos que Roma pararia no Natal. Ônibus, metrô, taxis teriam suas freqüências diminuidas. Mas só quando cheguei ao Vaticano é que descobri que isso já valia para a véspera, sendo que o metrô pararia as 21h e só voltaria na tarde do dia seguinte. Já começava a reavaliar meu planejamento. Chegando a Praça de São Pedro, uma grande multidão já fazia fila para entrar na basílica. Me informei mais uma vez com o guardinha que me disse que abririam os portões as 21h mas que a missa começaria apenas as 00h e que para entrar precisaria de um ingresso, e que não haviam mais ingressos disponíveis, mas que poderia assistir no telão montado na praça.
Mais uma vez reavaliei meus planos. Estava em Roma, no Natal, tinha a oportunidade de assistir à Missa do Galo no Vaticano, veria mais uma vez o Santo Padre. Por outro lado estava sozinho, ficaria do lado de fora da basílica, não haveria transporte de volta, teria que voltar a pé ou pegar um taxi, se houvesse um, e ainda estava ficando frio pra caralho!

No meio destas considerações uma bandeira do Brasil me chamou a atenção. Era uma família de brasileiros na mesma situação. Conversei por um bom tempo com eles, e me esclareceram alguns pontos: para conseguir um ingresso, teria de mandar uma carta ao Vaticano, por meio do Bispo, alguns meses antes. Mas ainda era possível conseguir um! Haviam pessoas com ingressos sobrando. Por este motivo acabamos sendo abordados inúmeras vezes por brasileiros, que chamados a atenção pela bandeira, vinham perguntar por informações. E como é comum no exterior, em pouco tempo o grupo de brasileiros ao nosso redor havia duplicado.

Mesmo com a vaga possibilidade de conseguir algo, continuava pensando se realmente valeria a pena. Geralmete passamos o Natal com as pessoas que mais amamos, nossa família. A minha estava bem longe, e a pessoa que mais amava e que estava mais próxima era meu grande amigo Luiz, que não estava comigo ali. E foi assim que desisti da Missa do Galo. Consegui pegar o último trem. Caminhava rumo ao hostel, certo de que havia tomado a decisão certa: passar o Natal ao lado de Luiz.

Grande abraço

Alexandre

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

As cruéis e diabólicas freiras do Vaticano

Chegamos em Roma sem grandes emoções. E logo em nosso primeiro dia fomos ao Vaticano, o que ocuparia nosso dia inteiro. Visitamos tudo o que tínhamos direito: Museu do Vaticano, Capela Sistina, as tumbas, a Basílica. E foi naquela tarde que Luiz realizou uma grande descoberta em meio a visita:


Ao fim, como todo turista, fomos as compras. A lojinha "oficial" dentro do Vaticano é administrada por freiras, na sua maioria um pouco mais idosas. Nossos amigos, João e Taka , que anteriormente haviam sofrido maus tratos destas indefesas senhoras, haviam nos alertado com respeito a aparente simpatia destas servidoras de Deus. Depois de olharmos tudo e tendo decidido o que levaríamos, tivemos contato direto com estas aparentemente simpáticas senhoras. Infelizmente eu não tinha dinheiro trocado para comprar um simples terço. Um frio percorreu minha espinha quando saquei da carteira uma nota de 50€ para pagar uma pequena quantia. Já me preparava para correr caso a freira se tranformasse em um Dragão e me perseguisse pelas ruas (o que depois da descrição de João e Taka, acreditava ser muito provável acontecer) quando ela apenas perguntou carinhosamente se não tinha trocado e após a resposta negativa com um leve sorriso me entrgou o troco juntamente com meu terço delicadamente embrulhado.


Definitivamente as freiras do Vaticano são muito boazinhas!

Abraço

Alexandre

sábado, 19 de setembro de 2009

Why God, why!?

Estávamos de partida de Praga com destino a Roma. O voo era de manhã e portanto partiríamos logo após o café.

A cozinha estava lotada. Comíamos em pé mesmo, até que lugares surgiram e nos sentamos. " O pão está bom?" - perguntou uma menina, ruiva, sentada a nossa frente acompanhada por uma amiga. Demos "corda". Eram holandesas e estavam viajando para "learn more about Prag culture" (palavras delas, ditas com um sorriso maquiavélico). Conversamos por aproximadamente 20 minutos. Ficariam até o ano novo. Não pudemos prolongar por mais tempo a prazerosa conversa. Levantamos e partimos.

Chegamos a seguinte conclusão: sempre no último dia coisas boas acontecem, ou um dia bonito com temperatura agradável e sol ou belas holandesas solteiras e liberais sedentas por "novas experiências" nos chavecam na mesa do café da manhã.

Maldita lei de Murphy!

Abraço

Alexandre

Ps.: Elas permitiram que tirássemos esta foto para registrar o momento! =P

terça-feira, 15 de setembro de 2009

We came, we saw, we crawled!

Estávamos em Praga, uma das cidades com vida noturna mais ativas da Europa e seus famosos Pub Crawls. Era início de nosso mochilão e nossa vontade e "potencial" em fazer merda estavam a flor da pele. E em nossa segunda noite em Praga, "we crawled"! Seriam 4 bares, sendo o primeiro open bar e os demais com direito a um shot de "boas vindas" de vodka, terminando em uma balada, onde ficaríamos até o amanhecer.

Tudo começou com um shot de absinto, seguido de uma hora de open bar de vodka e chopp. Nossa preocupação era não "queimar largada" e estragar a noite. Bebemos.


Segundo bar: Brasileiro é foda! Querendo lembrar das maravilhas de minha terra, pedi uma caipirinha. Luiz, mais esperto pegou uma cerveja e foi curtir o bar, enquanto eu esperava na mesa pela minha caipirinha. Perdi um pequeno show com dançarinas gostosas, até que meu pedido chegou. Aguada e horrível! Aprendi a lição.


Terceiro bar: Mais um shot. Pegamos cervejas e sentamos com o pessoal. Não me lembro de muita coisa deste bar =P. Segundo Luiz, a americana deu em cima de mim, e pra variar pandeei.


Quarto bar: houve um quarto bar?

Parada final, balada: Não comentei nada a respeito até agora, mas para variar nossa noite estava meio fraca no quesito mulheres. No grupo haviam duas meninas mexicanas, uma americana e mais outras duas meninas. Já a quantidade de homens estava na proporção "engenharia" que estavamos costumados: pra cada mulher 10x10^6 homens. Estávamos em casa! Devido a falta de opções, "investimos" nas mexicanas. Não valia a pena, uma era 5 bola e a amiga... barro, só pra não sair liso da festa. Para aumentar o desafio, os escoceses também estavam na disputa. Conversamos por um tempo. Entediado fiz um pequeno reconhecimento de território a minha volta. E eis que me deparo com Phoebe (personagem de Friends). Cabelos longos, lisos, loira, alta, mais velha, dançando de maneira "Phoebe". Mostrei ao Luiz, que não via minha ilusão. "Onde Alexandre? Não é..." Decidido que era ela (e que chegaria nela) comecei a perguntar ao Luiz qual era o nome da atriz. "Lisa Kudrow" - disse Luiz irritado, pois em desvantagem numérica perdia a cada momento mais território para os escoceses. Quando me virei para confirmar a identidade desta mulher e tomar coragem em dizer algo, o alcool em meu sangue evaporou, e aos poucos fui percebendo que realmente ela era parecida, mas também era bem mais nova do que a "verdadeira" que hoje deve beirar os 40 anos. Depois disso, foi questão de tempo para "miarmos". A Phoebe havia ido embora e as mexicanas estavam fora de nossos alcances. Voltamos sozinhos como sempre, Panda e seu Pandawan, cena se repetiria muitas outras vezes por algum tempo...

Abraço

Alexandre

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Turista é uma desgraça!

Ainda em nosso primeiro dia em Praga, um grande aglomerado de pessoas aguardavam na praça principal em frente do Relógio Astronômico (não me pergunte o que é!) e o observavam como se algo extraordinário fosse acontecer. Obviamente paramos também esperando que algo que realmente valesse a pena ver acontecesse. O relógio marcou 16h, um sino soou e... nada mais. Todos se entreolharam com aquele ar de "Que bosta!" e voltaram as suas vidas. Turista é uma desgraça!


Abraço

Alexandre

sábado, 12 de setembro de 2009

Souvenir, Belezas Locais e Antônio Fagundes

Logo em nosso primeiro dia em Praga fomos ao famoso Castelo de Praga. Luiz caminhava admirado com as "belezas locais" e sempre me chamava atenção para que não perdesse aqueles únicos momentos onde percebíamos a presença divina. Na maior parte das vezes estava destraído com coisas mais turísticas, mais exatamente lojinhas de souvenir que se espalhavam por toda a cidade.

No Castelo, eis que encontro, caminhando anônimamente entre a multidão de turistas, Antônio Fagundes. Ou ao menos era o que pensava. De maneira discreta tentei avisar Luiz, mas somente após Antônio Fagundes ter se afastando, mostrei-o à Luiz, que confirmou minha ilusão. Infelizmente pessoal, nesta parte da narrativa que deveria ser feita por Luiz, seriam descritos com mais detalhes minha estufepação daquele encontro. Como sou eu, Alexandre, quem vos escreve, me limitarei a dizer que fiquei surpreso. =P

Até o fim do dia, Luiz continuava a mem chamar atenção para as "belezas locais" mas eu continuava surpreso e ainda de olho nas lojinhas de souvenir... pandeando involuntariamente! Logo se me perguntarem como são as mulheres em Praga, pouco poderei argumentar. Mas de souvenir, pergunte-me o que quiser!

"Alexandre viu apenas duas coisas em Praga: souvenirs e o Antônio Fagundes" - palavras inconformadas de Luiz.

Abraço

Alexandre

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Máquina do Tempo

Chegamos a Praga no início da noite e nada melhor pra começar que uma baladinha! Acabamos entrando em um bar meio "underground" com música ao vivo. E foi aqui, encostados no balcão do bar que, enquanto aguardávamos nossas bebidas, notamos duas figuras que se destacavam do restante (obviamente além de nós mesmos!). Eram dois amigos, um mais alto e magro segurando sua cerveja com o braço flexionado a 90º junto ao corpo, arriscando alguns "passos" de dança, e o segundo mais baixo, meio gordinho, com pequenas falhas no cabelo, totalmente estático segurando sua cerveja com o braço casualmente solto. Eles estavam em nossa "posição padrão" em baladas! Ao observar um pouco mais a dupla, percebemos que tinham até o mesmo padrão em "xavecar" e o comportamento panda! Nada mais eram que nossas versões mais velhas...


Abraço

Alexandre

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Mochilão - O Início

Muitos foram os planos, horas foram gastas, infinitos roteiros foram pensados e "simulados" e no final tudo estava devidamente planejado. No dia 19 de dezembro partimos para um mochilão de 23 dias começando em Praga e terminando em Porto, passando por Roma, Veneza, Nice, Barcelona, Sevilla e Lisboa.

Infelizmente Guga não pôde nos acompanhar pois seus pais viriam para passar o Natal e o Ano Novo com ele. Então partimos Luiz e eu, Panda e Pandawan pela Europa! E nada como um videozinho para começar...




Abraço

Alexandre

Pagando Pecados

Já nos aproximávamos do Natal e as feiras típicas da época pipocavam por todas as cidades. Em Nuremberg estava a maior e mais famosa. Também conhecida por seu importante papel durante o período nazista sendo sede oficial do partido, Nuremberg, ao fim da guerra, foi palco do famoso Tribunal de Nuremberg, onde os generais nazistas foram julgados por seus crimes.E lá fomos nós. Eu e Guga juntamente com mais dois colegas: Kalil, brasileiro e Gunawan um indonésio, ambos estagiários na Bosch.


É engraçado como vamos conhecendo as pessoas ao passar do tempo e como este processo é acelerado quando estamos viajando. Ainda não mencionei aqui uma façanha do nosso amigo Guga: adora museus. Não bastando isso ele consegue tranquilamente gastar 3 horas em qualquer exposição. Outro fato advém do meu colega Gunawan, que embora indonésio, parecia um japonês. E como é de conhecimento de todos, japoneses adoram tirar fotos. E Gunawan não era diferente. Ele parava de 2 em 2 minutos para tirar foto. E não era apenas uma foto rápida. Ele praticamente fazia um "book" em cada 2 minutos. Agora, coloque os dois juntos. Guga que adora museus, e o Japa que adora tirar fotos dentro de um museu. Agora considere que quem os acompanhava não suportava mais ver museus, e que quando necessário, devido a importência do museu, entrava para apenas caminhar por seus corredores, parando em alguns momentos para breves observações. Este era eu. O palco era o Centro de Documentação no Complexo do Congresso do Partido Nacionalista. Foi torturante!!!

Resultado, chegamos em Nuremberg as 13h, almoçamos e fomos direto ao museu. Saimos de lá as 17h, já noite, para conhecermos a cidade e sua feira de natal, que inicialmente era nosso objetivo!


Abraço

Alexandre

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Cair e levantar - Parte 2

O problema não era apenas descer mas também subir. Havia pequenos teleféricos que nos arrastavam montanha a cima. Mais uma vez, parecia uma tarefa simples e após alguns minutos de observação tentamos. Caímos e não apenas uma vez. Luiz caiu duas vezes e na terceira tentativa subiu metade, foi arrastado pela bunda mais um pedaço e subiu o restante a pé mesmo. Guga se deu bem e subiu de primeira. Eu, Alexandre, penei para subir. Cai três vezes e na quarta subi metade, o restante foi a pé mesmo. No vídeo abaixo, Guga se diverte narrando nossa tragédia:



O mais incrível de tudo isso era ver crianças que mal sairam das fraldas dando show de habilidade...

Abraço

Alexandre

Cair e levantar - Parte 1

(Este post terá dois vídeos, e por problemas técnicos será dividido em duas partes, cada um com um vídeo)

Nossa experiência com neve ainda não havia terminado, a categoria esportes de neve ainda não havia sido preenchida. E lá fomos nós, nas proximidades de Munique, completar esta lista. Luiz havia esquematizado tudo: sairíamos bem cedo de Munique, passaríamos o dia na estação de esqui e voltaríamos no fim da tarde.


Estávamos bem equipados: agasalhados com roupas impermeáveis, luvas, óculos e até capacete (uma pena que não serviu de muita coisa pois não existia tamanho "cabeça do Luiz"). Acabamos por escolher snowboard. Parecia mais fácil... parecia. Como bons auto-didatas, não contratamos o treinamento e arriscamos por nossa própria conta. Caímos e não foi pouco, o suficiente para que ao fim do dia não sabermos da existência de nossas bundas. Não sabiamos como virar, como parar e muito menos como ficar em pé! A mais pequena colina era um desafio mortal não só para nós mas para as pessoas ao nosso redor!



(Continua)

Neve, vinho e música - Parte 3 Final

Depois de uma ótima noite de sono e um completo café da manhã, saimos para uma caminhada. Eu, particularmente, estava bem "estragado" da noite anterior e meu preparo físico um lixo. Subimos até o topo de uma montanha e no caminho quase morri. Obviamente durante o caminho ocorreram inúmeras guerras de neve, montinhos e até "anjinhos".

Ao voltarmos, enquanto Luiz e Helmut preparavam o almoço, eu, Guga e Patrick contruímos um tradicional boneco de neve. Tinhamos que passar por aquilo para completar os cliches de uma experiência com neve. E posso dizer uma coisa: é bem divertido mas cansa muito!!!


Já cansados, mais uma vez tivemos uma grande refeição. Desta vez Spätzle (como um macarrão) com lentilhas e a tradicional salsicha. Já em ritmo de fim de domingo, arrumamos nossas coisas e voltamos para casa felizes. As expectativas de um fim de semana "miado" foram substituídas por agradáveis lembranças de um fim de semana entre amigos!


Abraço

Alexandre

terça-feira, 21 de julho de 2009

Neve, vinho e música - Parte 2

Assim que chegamos e nos acomodamos, corremos para aproveitar as últimas horas de sol e fomos caminhar pela redondeza. Era nosso primeiro contato real com neve em abundância. Muitos quasi-tombos e muita guerra de neve.


Vale lembrar um ocorrido. Em um local a neve estava tão compactada que formava uma fina camada de gelo bem liso:
Luiz: "Tomem cuidado! Aqui o chão está congelado!"
Alexandre: "Onde? Aqui!?" WUSH PA caiu de bunda na neve...

Terminda a caminhada, fomos até a civilização comprar mantimentos para o fim de semana e também aproveitamos para dar uma volta na cidade que estava agitada devido a uma feira de natal, típica daquele período do ano.


Após um agradável Gluhwein (quase um vinho quente, porém sem frutas e não doce) que nos aqueceu daquele anoitecer congelante e um delicioso waffle (com a atendente mais gata da história das vendedoras de waffle) voltamos para as montanhas.

Enquanto tomávamos banho, o jantar foi preparado. Um saborosíssimo Maltasche, uma espécie de ravioli gigante recheado de carne de porco, cozido em uma água temperada coberta por cebolas fritas e consumido com salada de batata. Uma refeição típica Schwäbisch. Ao fim do jantar, Patrick pegou seu violão, Helmut abriu alguns bons vinhos e iniciamos a "noite". Bebemos muito, conversamos e cantamos até as 3 da manhã, variando de clássicos como os Beatles até músicas brasileiras e alemãs. Uma noite muito divertida, para ficar na memória!




(Continua...)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Neve, vinho e música - Parte 1

Ha muito tempo Patrick comentava que tínhamos que passar um final de semana na casa de um amigo dele que ficava à beira do lago Konstanz e ao pés dos Alpes. Porém devido ao cronograma apertado que tínhamos elaborado, não houveram muitas oportunidades. Até que uma brecha surgiu e combinamos de passar o fim de semana nesta casa. Luiz e Guga também foram convidados.

De início tivemos um certo receio com relação a esta viagem. Um amigo, mais velho, e 4 jovens afastados da civilização, encrustados no interior da Alemanha, longe de centros urbanos e suas "facilidades". Luiz até pensou em desistir. Eu não podia, pois Patrick era meu amigo e ha muito insistia com esta viagem.

E lá fomos nós, em um sábado de manhã as 8h45. Logo de cara, conhecemos O Amigo. Helmut, um senhor de 50 anos, cabelos brancos, bigodão e bem gordinho. Aparentemente não falava inglês. Este fato deixou nossas expectativas mais tensas com relação ao grau de diversão que teríamos. Durante todo o caminho o carro ficou dividido em dois: os alemães e os brasileiros. As tentativas de iniciar uma discussão que envolvesse os dois lados foram todas em vão.

Depois de 2 horas de viagem na famosa AutoBahn fizemos uma pequena pausa e aqui as coisas começaram a mudar. Helmut começou a "arranhar" um inglês, que segundo ele não falava muito bem, e não paramos mais. Caminhamos pelas ruas de Lindau, e paramos em um restaurante/padaria para almoçar, onde comemos um delicioso Leberkäse com mostarda e Pretzel e uma caneca generosa da melhor bebida local: Coca Cola =P. Simplesmente fantástico!



Prosseguimos viagem. Depois de mais 1 hora, desta vez em pistas simples, cobertas de neve, contornando as montanhas no meio da floresta, chegamos ao chalé. O local era sensacional! Da sala de jantar tinhamos vista para o Lago e no "quintal" os alpes.


Era apenas o começo de uma das melhores viagens...

(Continua...)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O alemão gago em Paris

Esta foi uma viagem que fiz sozinho. Luiz já tinha passado uma semana em Paris e Guga já tinha planos de visitar a cidade com seus pais no fim do ano. Então, lá fui eu, sozinho para a tão falada Paris!

Muitos, sabendo desta minha empreitada apostavam em quanto eu me daria mal. Era unanimidade que me daria mal, a questão era quantas vezes em quão mal isso seria. Eu, sozinho, num país estranho, que têm horror a falar inglês e matam quem fala alemão. Havia fatores suficientes para dar merda. Eu mesmo já estava preparado para esta possibilidade!



Logo que cheguei ao hostel tentei me enturmar com a única pessoa do quarto.
Eu: "Opa! Beleza? Meu nome é Alexandre!"
Cara: "Opa, prazer! Meu nome é Schultz, sou alemão. E vc?"
Eu: "Caralho, vc é da Alemanha. Moro lá!"
Cara: "@$#¨¨$#%&&#%$¨#$&#$&%¨$&)(*&¨%$#$@$!" - disse em alemão.
Eu: "Calma cara, meu alemão é precário" e enquanto arrumava minha mala perguntei "De onde na Alemanha você é?" em alemão mesmo.
Cara: "Eeeeeeeeeeeeeu sssssssssssssso ssssssssssooouuu ddddddddd"

Ao ouvir estes "grunidos", preocupado, pois o cara pareceia engasgado olhei de volta para ele. O cara tava totalmente travado! Um alemão gago tentando falar comigo!!! Deus! Nem desenhando eu entedendia alemão, e um gago tava no meu quarto! Depois deste contato meus contatos com ele foram limitados a "Bom dia".

Do restante, nada de especial aconteceu. Acabei contrariando as expectativas e nenhuma merda aconteceu! Voltei são e salvo a Stuttgart depois de 4 dias.

Abraço

Alexandre

sábado, 27 de junho de 2009

Finalmente Japonês!

Desde que havíamos chegado, a esperança de vermos neve pela primeira vez era muito grande, pois a final estávamos no final do outono e as temperaturas por lá já estavam bem frias! E no segundo dia, nevou. Eu e Guga ficamos maravilhados! Do nada a chuva começou a cair mais devagar e o barulho havia sessado. Foi incrível! Infelizmente, ou felizmente, não nevou o suficiente para que a neve acumulasse nas ruas, mas o bastante para ficarmos encantados com a paisagem.





Neste dia também, durante mais uma busca por alimentação saudável, encontramos algo que procurávamos em todos os lugares que já havíamos passado: restaurante japonês "coma até morrer"! E o melhor, um preço bem acessível! Infelizmente estava fechado, o que não nos impedia de voltar para o jantar. Continuamos nossa programação, que agora incluia o jantar naquele restaurante.

Já era noite ( o que não quer dizer que era tarde), por volta das 17h, quando terminamos nosso passeio. Fomos então a caminho do restaurante, verificar se estava aberto e se realmente era o que pensávamos. Graças a Deus, estava aberto e era exatamente o que procurávamos. Entramos nos acomodamos e comemos. Comemos muito. Paramos um pouquinho. Voltamos a comer. Conversamos. E comemos... Este ciclo se repetiu inúmeras vezes e 4 horas depois, satisfeitos e felizes saimos do restaurante. Foi simplesmente sensacional!

Uma das poucas vezes que comemos bem em todas as nossas viagens!

Abraço

Alexandre

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A fúria do panda adormecido!

Continuamos as histórias em Estocolmo. Desta vez, o fato ocorreu durante nossa primeira balada na cidade, logo em nossa primeira noite. Todos estavam ansiosos para provar da "hospitalidade" sueca.

Fomos a uma balada bem próxima ao hostel, que parecia bem animada. O lugar era grande, com área de bar com mesas e duas pistas de dança. Tudo corria bem, a música era boa, a "paisagem" incitava a pandelagem. E eis que surge uma mina, louca. Bem louca. Maravilhosa, mas "trêbada". Ela dançava... como posso dizer isso polidamente... hum: volupiosamente. Ela aparecia e desaparecia do nada. Alguém tinha que fazer algo. E eis que P3, repentinamente, toma a iniciativa e num ato caridoso ao tenatar ajudá-la a se levantar após um belo tombo, começa a conversar. A mina não pareceia muito interessada no papo e continuava dançando freneticamente de forma cada vez mais insinuante. P3, que gosta muito de conversar, tentou englobar P2 na conversa, que também gosta de conversar. Mal o apresentou e mina agarrou P2, dando-lhe um beijo. Não satisfeita a mina se vira para P3 que observava atônito e aplica-lhe o mesmo golpe. P3, muito ingênuo, deu o rosto para o beijo, o que resultou em uma bela lambida seguido de uma mordida no pescoço! Mas não parou por ai! 5 segundos depois ela se vira para P1 tentado o agarrar, que por sua vez esquiva-se perfeitamente, quase um Neo! Depois disso, e também de algumas quedas, ela sumiu e não a vimos mais.

Fomos caçados. Dois esquivaram-se. Um teve uma prova da "hospitalidade" sueca!

Abraço

P1,P2 e P3

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Um Mc'Donalds diferente em Estocolmo

Após um voo tranqüilo, chegamos a Estocolmo, capital da Suécia. Eu, Luiz e Guga nos separamos dos demais(estávamos em diferentes hostels). Famintos, procurávamos algum lugar para comer que não fosse muito caro e minimamente saudável, pois já haviamos almoçado no Burguer King em Stuttgart. Caminhamos por um tempo sem encontrar nada muito interessante, quando:

"Olha! Aqui o Mc'Donalds tem um nome diferente! IMILO..." - disse Guga todo feliz e já delirando de fome, tentando pronunciar aquela lingua do diabo!
"Caralho, Guga! I'm Loving It!" - disse Luiz, inconformado com tamanho déficit de atenção de nosso amigo tenista. O que foi mais engraçado é que também tentei ler da mesma maneira! Cedemos ao Mc'Donalds, onde comprovamos as atendentes mais gatas do planeta!

Mais tarde descobrimos que BK+Mc'Donalds formam uma combinação mortal em nossos organismos, gerando gases que "perfumaram" toda nossa estadia...

Abraço

Alexandre

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Pontualidade Relativa

A viagem para Estocolmo teve um número recorde de fatos que necessitam ser publicadas não só pelo humor da situação mas também pelo caráter inusitado dos mesmos. As histórias, independentes entre si, serão divididas em 4 partes.

Tudo começou ainda na Alemanha, enquanto estavamos a caminho do aeroporto. Partiríamos do aeroporto de Baden-Baden, pois afinal de contas, para pagarmos 25€ nas passagens ida e volta pra Suécia, terímos que utilizar aeroportos secundários e a Ryanair. Até ai sem problemas. Tivemos a compania de outros integrantes nesta viagem: Gabriel e Luigi, dois curitibanos, estagiários da Bosch que também moravam em Stuttgart.

O planejamento era pegarmos o trem saindo de Stuttgart e fazendo apenas duas trocas, com boas folgas de tempo. Porém, devido a contratempos, tivemos que pegar o trem seguinte, levando-nos a fazer 4 conexões com o tempo bem apertado. Até a segunda conexão tudo corria bem até que ao pegarmos a terceira conexão que com o trem lotado, problemas com as portas automáticas impediam que o trem partisse, atrasando em 15 preciosos minutos. Tal atraso prejudicaria a última conexão, um ônibus local. Se perdessemos aquele ônibus, teríamos que pegar um taxi onde gastaríamos mais que nossas passagens para Estocolmo! A situação estava tensa.

Para melhor entenderem a situação que se prosseguirá, caros leitores, tenham em mente que na Alemanha é totalmente natural que jornais estampem em sua primeira página fotos de mulheres totalmente nuas. Dito isso, durante a viagem, para quebrar um pouco a tensão que reinava, comentávamos sobre o jornal de um cidadão ao nosso lado. "Caramba! Que mulher gata!" "Verdade, que peitos hein!" eram os comentários. Até que alguém solta a pérola: "Pena que não tá mostrando a bucetinha!" e eis que logo em seguida um rapaz sentado logo atrás de nós vira em nossa direção e diz: "Por favor pessoal, mais respeito com minha namorada!" Após o susto inicial, rimos "que nem uma porca"! Quais eram as chances!?

Ao chegarmos, atrasados em 5 minutos, ao ponto de nossa última troca, onde pegaríamos o ônibus que nos levaria ao aeroporto, deparamos com o ponto vazio. O ônibus havia partido. O desânimo já nos abatia quando surge, do além, um ônibus. O nosso ônibus! Era um milagre! Ironicamente, no país da pontualidade, o ônibus atrasara pontualmente em relação ao trem! Daí em diante, nenhum imprevisto aconteceu. Partimos para Estocolmo, onde as mais maravilhosas loiras, tenras, com brancura intocada, nuas de biquíni, nos esperavam...


Abraço

Alexandre

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Efeito Facamp

Berlim fechou a parte Alemanha de nossas viagens. Luiz porém ainda tinha uma passagem "sobrando" e decidiu que voltaria a Stuttgart. Organizamos então uma baladinha, que segundo Patrick era uma das melhores de Stuttagart, Penthouse. Balada cheia de frecura com roupa e regras pra entrar. Mesmo assim conseguimos entrar. Era simplesmente fantástica! Três ambientes, música boa e... só tinha mulher gata!!! Infelizmente o "efeito Faccamp" nos atingiu e ficamos em estado de choque por algum tempo, praticamente estáticos, só admirando aquele momento único, como cachorros frente a uma churrascaria.

Algumas tequilas depois, voltamos ao "normal". Em "normal" entenda "pandas". Menos nosso amigo, P3, que por motivos de segurança preferiu não ter seu nome divulgado, que saiu da inércia e com todo seu molejo latino se aproximou de um alvo e começou com o processo de "acasalamento do panda na seca", enquanto P1 e P2 apenas curtiam a música. Em curtir a música entenda: estavam acuados demais pra arriscar qualquer movimento mais ousado. A noite foi passando e deixamos P3 sozinho e voltamos para casa.

No dia seguinte surgia a dúvida: Será que P3 finalmente se deu bem? A resposta como todos já deveriam esperar: Obviamente não! Mas esta história tem um final feliz para nosso amigo P3. Depois de mais 3 chances finalmente ele conseguiu! Um beijo e nada mais.

Abraço

P1, P2 e P3

sexta-feira, 1 de maio de 2009

A torre do Hopi Hari em Berlim

Finalmente fomos a Berlim! Para mim, particularmente, foi a melhor cidade de todas as viagens, não pela cidade em si, mas por sua história e significado. Enfim, não falarei hoje sobre meus sentimentos sobre Berlim e muito menos sobre história alemã.



Um dos fatos mais engraçados que acompanhou todas nossas viagens posteriores aconteceu aqui e envolve uma discussão um tanto insana sobre um dos ícones da capital alemã: Fernsehturm, a torre de TV de Berlim.

Durante nosso primeiro dia em Berlim, este foi o primeiro ponto visitado. E durante a tradicional seção de fotos, conversávamos: "Porra! Esta torre é alta pra c@%!"- disse "Ah, nem é tão alta assim!"- Luiz argumentou como sempre "Cara, é muito alta!"-reforçou Guga "Nem é tão grande assim!"- disse Luiz, mantedo sua posição e não satisfeito completou "A torre do Hopi Hari é maior!" o_O' Luiz continuou afirmando com toda a certeza, sua teoria insana. Obviamente, eu e Guga, ficamos transtornados com tamanha falta de noção e tentamos durante todo o dia abrir os olhos de nosso amigo. Apenas no dia seguinte, quando passamos novamente perto da torre, Luiz cedeu "Tá, beleza, esta parada é maior, mas nem tanto".


É Luiz, realmente não é tão grande: A Fernsehturm, construida entre 1965-1968, símbolo da República Democrática da Alemanha, possui 368m de altura e é a quarta mais alta estrutura da Europa. A torre do Hopi Hari, conhecido parque de diversões, possui significativos 69m e nem mesmo é a maior torre do Brasil. Apenas 5,3 vezes maior!!!

Abraço

Alexandre

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Ludwig II - Um cara muito doido

Este post não trará nenhuma história inusitada, pois afinal, temos que dar umas férias pra nossa sorte! Será apenas um registro de mais uma viagem.

Continuando nosso tour pela Alemanha, fomos a Füssen, uma vila no estado de Bayern, perto da fronteira com a Austria.

Mas que diabos vocês foram fazer lá!?

Neuschwanstein. Catelo construido durante o governo de Ludwig II, na metade do século XIX, inspirado na obra do compositor Richard Wagner, ispiração para o "Castelo da Cinderela" da Disney, até hoje inacabado. Ludwig deixou o estado endividado com a contrução, foi considerado louco e afastado do cargo. Ironicamente, Ludwig, nunca chegou a morar no castelo que tanto sonhara.

Finalmente visitamos um castelo de verdade. Pois por incrível que pareça, lá, tudo é castelo. Mas não é! São apenas palácios! Castelo é uma construção fortificada!

Abraço

Alexandre

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O porquê todos falam de Hamburgo

Quando disse que viria para a Alemanha, me disseram que não poderia deixar de visitar Hamburgo. Conversando com Luiz durante planejamento das viagens, também disse o mesmo. No trabalho quando perguntei sobre Hamburgo, a resposta não foi diferente. O problema é que não sabiam explicar o porquê! Concluímos que, mesmo sem saber o porquê, deveríamos ir para Hamburgo.

Uma bela cidade, 80% destruida na 2ªGM, cidade onde os Beatles começaram, mas nada de muito especial, nenhum prédio mega-foda, porém o conjunto é simplesmente fascinante. As casas típicas (com tenhados verdes), o porto gigantesco (segundo maior da Europa), água por todos os lados, o mercado de peixe e a Reeperbahn!

Hoje, me junto ao coro e digo: Se tiver a oportunidade de ir a Hamburgo, vá! Vale a pena, mas não me pergunte o porquê!

Abraço

Alexandre

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Uma mulher, um negão, um edredon e uma velhinha espiã da 2ªGM

Para aqueles que não sabem, Stuttgart é uma cidade universitária e, para aqueles que já tiveram problemas com isso e sabem o inferno que é, um lugar difícil de se conseguir casa. Pois bem, durante o meu primeiro mês de Alemanha eu, Guga, tive que correr atrás disso insistentemente até encontrar um canto pra jogar minhas tranqueiras. Enquanto não encontrava nada fui gentilmente acolido por uma semana na casa de um amigo que tb estava trabalhando por lá e em seguida fiquei mais 3 semanas morando com nosso querido amigo Xandinho. Já falei isso algumas vezes, mas é sempre bom relembrar como ele me ajudou. Valeu Xandinho!!!

Apenas para ficar claro, na Alemanha é muito comum as pessoas morarem em Wohngemeinschaften, mais conhecidas como WGs, que são iguais às repúblicas brasileiras. O único diferencial é que lá é muuuuito mais comum repúblicas mistas do que aqui. Por exemplo, nosso amigo Luiz morava apenas com uma alemã. Deixo ele contar essa experiência em uma outra oportunidade. Apenas relembrem que ele é panda, logo...

Pois bem, enquanto eu procurava entre ofertas e mais ofertas algum lugar que aceitasse um brasileiro ESTAGIÁRIO (eles implicavam com isso...) pra ficar apenas 6 meses, eis que surge uma possibilidade de dividir o apê com uma alemã. O preço era razoável, a localização tb não era das piores, a menina falava inglês e foi um dos poucos lugares que eu consegui marcar uma visita, pois os outros normalmente já tinham umas 10 pessoas interessadas.... Ficou combinado que eu iria até o lugar no domingo, coincidentemente no fds que o Luiz estava em Stuttgart. Enquanto ele e o Xandinho passeavam pelo centro da cidade (o que pra mim foi esclarecido mais tarde consistiu apenas ver o Schloss e depois ficar deitado na grama...) eu fui até a casa.

Como era conhecida a minha tendência de me atrasar para os meus compromissos (defeito 90% resolvido... por enquanto pelo menos...) eu liguei para a dona da casa dizendo que estava saindo e que levaria uns 20 minutos pra chegar. Acabei me atrasando 3 min, o que está dentro da margem de erro de 5 min e foi um recorde pra mim.

Assim que cheguei no prédio toquei a campainha e nada. Liguei no celular da menina e nada. Toquei a campainha mais uma vez e nada... Campainha... Celular... nada... Depois de mais ou menos uns 10 min nessa rotina e sem nenhuma resposta, ficando "feliz" em esperar e já xingando "pq eu fui ser pontual" de repente surge uma velhinha no último andar (4º andar - lá é muito normal prédio de 3 ou 4 andares) e grita pra mim alguma coisa em alemão. Vale lembrar que eu estava ainda no primeiro mês de Alemanha, o que corresponde a um conhecimento limitadíssimo do idioma.

Olhando com aquela cara de "por favor me ajude" eu virei pra velhinha e soltei, no meu alemão precário "Sind Sie Claudia?" que é algo como "Vc é a Claudia?", a menina com quem eu tinha falado. Ela falou algo como "Claudia blablabla?", o sobrenome bizarro da menina, e eu disse que sim. Feliz por ela ter me entendido e um pouco tenso em pensar que a velhinha fosse a tal "menina", eu não tive muito tempo de pensar, pq em seguida veio uma exurrada de alemão pra cima de mim. Eu consegui entender basicamente "Auto" - carro, "ECG" ou coisa do tipo e vi ela apontando pra rua. Como um bom entendor e já começando a pegar o jeito desse negócio de meia palavra a minha conclusão óbvia foi: "Olhe na rua se o carro com a placa ECG está lá". Sim, era tudo isso mesmo. Eu fui até a rua e disse que o carro tava lá. Ela falou então basicamente que a tal Claudia devia estar em casa.

De repente a velhinha some e a porta do prédio abre. Esperei alguém sair de dentro, mas como não veio ninguém entendi que era pra mim. Entrei e subi até o último andar. Quando chego no topo da escada tá a velhinha tocando a campainha e batendo na porta da vizinha. "Bom, ela não é a Claudia", pensei. A velhinha não teve muito mais sucesso do que eu: Porta, campainha, porta, campainha, nada... Ela disse algo como a Claudia estar com seu amigo, o que mais tarde eu descobri (pra nunca mais esquecer) que a palavra amigo é a mesma para namorado: Freund. Algumas tentativas depois ela disse algo sobre "dormir", o que me levou a conclusão de que a Claudia estava dormindo.

A velhinha então pede pra eu esperar um minuto, entra de volta no próprio apartamento. Eu pensei "poxa, que velhinha simpática, tá tentando me ajudar". Nisso ela volta trazendo na mão uma tampa de pote de maionese. "Nossa o que será que ela vai fazer c..." PÁ PÁ PÁ PÁ!!!! Ela começa a bater na porta com A TAMPA DO POTE DE MAIONESE!!!! Eu, na mesma hora não consegui disfarçar a cara de PÃH! Sério mesmo, isso devia ser alguma técnica usada na 2ª Guerra Mundial ou coisa do tipo! Ela insistiu mais um pouco, tocou a campainha de novo até que de repente a porta abriu... Só que ao invés de sair a Claudia, sai UM NEGÃO!!! "Ai, meu Deus, a Claudia é O Claudia!", pensei.

A boa senhora fala alguma coisa em alemão do tipo, "ele veio ver o quarto". O negão, misteriosamente se escondia um pouco atrás da porta, mas eu achei que fosse só pq tava assustado com a barulheira. Nisso, aparece a tal da Claudia pra falar com a velhinha. Enquanto eu pensava "ufa, é uma mulher mesmo", eu me dou conta de que ela veio abrir a porta ENROLADA EM UM EDREDON! A boa senhora então se despede, eu agradeço e ela vai embora. Eu entro na casa um pouco constrangido com a situação e só pensando "que P&*#@ é essa?". Nisso, o negão volta, vestido (pq eu tenho certeza que ele tava peladão quando abriu a porta) e me cumprimenta. A tal da Claudia, no entanto, continua numa boa enrolada no edredon, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Eu começo a ver o apê totalmente constrangido, quase nem prestando atenção no que tá na minha frente. Passo pelo quarto, cozinha, banheiro, descubro que tem um gato na casa, o que seria muito legal.... depois de uns 10 min mais ou menos eu me dou por satisfeito/saturado de constrangimento e me despeço. Ela pede pra eu ligar na semana pra dizer se eu tinha interesse ou não. Saio do apê o mais rápido possível e de tão passado com o que tinha acontecido só consigo lembrar se no quarto tinha armário ou não uns 20 min depois, quando encontrei o Xandinho e o Luiz jogados na grama do Schlossplatz.

Depois que eu conto a história para os dois, eles rolam na grama de tanto rir. Eu concordo, eu faria a mesma coisa, mas na hora eu ainda tava meio transtornado, principalmente pq aquela poderia ser a minha casa nos próximos 6 meses. Pô, eu tinha ligado pra ela antes de ir pra avisar que eu tava chegando! Não dava pra segurar mais uns 20 minutos!!!! hehehe...
Durante a semana eu liguei pra Claudia pra falar que eu ia ficar com o apê (não tinha nada melhor em vista), mas no primeiro contato eu fiquei sabendo que tinha mais interessados. Uns 2 dias depois eu ligo de novo e ela me fala que não tinha mais o apartamento: "Ah, então vc vai alugar pra outra pessoa?" "Não, não, eu vou sair daqui tb...". ??????? Pq ela tava alugando o apê que ela ia sair??????
Eu sei lá, só sei que no fim das contas acabei encontrando um apê muito melhor em um bairro mais perto do trabalho, sem mulheres enroladas em edredons (só pra constar,a Claudia era gorda...), sem negões abrindo a porta pelados e sem velhinhas com tampa de maionese.... Valeu a aventura...


Abração.

Guga

segunda-feira, 6 de abril de 2009

As três leis básicas da Europa

Este post não se trata de uma história engraçada, e sim uma conclusão após algumas experiências por nós vividas ao longo de nossas viagens. Desta conclusão elaboramos três leis básicas:

1ª Lei - Tudo é seguro: Não importa onde você está, não se preocupe! Você não será roubado, assaltado. Se você deixar sua jaqueta com seu celular e carteira em uma cadeira e for ao banheiro, não se preocupe, quando voltar tudo estará lá.

2ª Lei - Nada suja: Nós, brasileiros, nos preocupamos muito com higiene. Tinhamos que usar mais a lei dos 3seg, 10seg, XXXseg. Enfim, pra que encanar que a mulher que faz seu lanche é a mesma que recebe o dinheiro? Se algo caiu no chão, dê apenas uma sopradinha! Pão e queijo são a prova de bactérias!

3ª Lei - Mulheres não possuem bundas: Está é uma lei que não temos ainda comprovação total. Ainda há discordâncias entre nós. Mas definitivamente quando Deus estava criando o mundo e especialmente as mulheres e seu acessório Ele deve ter espirrado. "Isch! Olha o que fiz! Muita bunda no Brasil e quase nada aqui na Europa... bah! Deixa assim... Já é sexta feira e tô cansado! Um pouquinho de bunda não faz mal a ninguém..." E no sétimo dia Ele descansou! Infelizmente, mesmo após 6 meses no Velho Continente ainda "checávamos" esta qualidade... e nada...

Dito isso, podemos prosseguir com nossos relatos.

Abraços

P1, P2 e P3

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Cannstatter Wassen - Agora vai!

Como dizia no último post, Luiz estava em Stuttgart e essa era nossa última chance com uma Volksfest.

A festa estava bombando, e depois de uma "brasileirada" de Patrick, meu amigo alemão e vizinho, entramos numa tenda não muito grande, nem muito famosa, mas tava muito cheia e a música era muito boa. Todos em pé, em cima dos bancos e mesas, com seus canecões de 1l de cerveja (exceto Guga, que continuava com seu voto de castidade) cantando e dançando loucamente.

Fomos apresentados a alguns amigos de Patrick (não, nenhum deles era o Bob Esponja!=P) e entre eles, uma menina, Vanessa, que queria muito conhecer o cara brasileiro. Uma pena, ela até que era esforçada, e já até pensava em mexer meus pauzinhos, quando Luiz me diz: "Caralho! Ela parece o Wander!". Ai fudeu, não conseguia mais olhar pra mina! Apenas pra ilustrar, segue a foto!

Após algumas cervejas, e algumas voltas, encontro nosso amigo Panda tentando uma aproximação. A mina era barro! Ele vai dizer que não, mas meus caros leitores, a mina para padrões europeus era feia, no Brasil, esforçada. A mina tinha namorado e já tinha deixado bem claro que não ia ceder aos galanteios de nosso amigo Panda. Eu como pessoa que se importa com os sentimentos de seu amigo, cheguei discretamente e disse: "Vaza! Ela tem namorado e você não vai conseguir nada!" E nosso amigo, já cego de amor disse "Eu sei disso, mas eu vou pegar!" e não satisfeito ainda me desafiou "Vou pegar ela e levar pra tua casa! Quer apostar!?" e eu como seu fiel Pandawan, aceitei na hora! " Fechou! Uma Mass que vc não pega!" E com um aperto de mão selamos a aposta e sai.

A festa já estava acabando e Luiz nada tinha feito. Digo, nada de concreto, pois entre seus devaneios, dançou pandelosamente em um ato desesperado de conseguir atenção do seu alvo. Enquanto isso a hora para partirmos se aproximava, até que não dava mais pra esperar, tive que interromper "Bora Luiz! Vamos perder o último trem!" "Cara, vou no ônibus noturno" "Você nem sabe andar por aqui! Vai acabar se perdendo!" "Cara, eu me viro, pode ir!" . E mesmo depois de muito insistir, apenas concordou quando a mina também deu sinais que precisava ir.

Caminhamos juntos até a estação. Luiz ainda tentava. Foi calculado, o trem já estava na plataforma quando chegamos. Eu e Guga pulamos pra dentro do vagão e puxávamos Luiz que implorava desesperadamente para que a mina viesse conosco. Neste momento, meu caro leitor, realize uma cena de cinema, onde um grande amor é separado por um trem. As portas se fechavam enquanto as duas mãos ainda se tocavam... Fim? Quando as portas já estavam fechadas e o trem já estava em movimento, Luiz desabafou: "Ela nem era tão feinha!" disse tentando se justificar "Porra! Eu disse! Mas o que importa é que você me deve uma Mass! O pior é que você nem pegou, senão te dava ate um desconto!" "Ah cara, mas ela pegou meu email. Vou pegar amanhã!" "E você pegou o telefone dela?" "Não" respondeu cabisbaixo "Aposto com você outra Mass que ela não vai nem te escrever!" "Filho da puta!!!" disse indignado.

Chagando em casa, Luiz, como uma criança que espera Papai Noel em noite de Natal, ligou o PC para verificar seu email! Creio que até hoje ele espera por este email! Poor guy!

Abraço

Alexandre

quinta-feira, 19 de março de 2009

O gordinho com ipod

Após a tentativa fracassada durante a Oktoberfest, Luiz se juntou a nós em a Stuttgart na esperança de emplacar em uma Volksfest.

Apenas para aquecer, fomos convidados a uma festa numa república de um brother. A festa prometia. Tinha flyer, patrocínio, DJ, era open bar e "kostenlos". O cara é meu brother!

Chegando a festa, parecia festa de engenharia (lembrando que alimentos não está inclusa nesta categoria). Só cueca! A cerveja, ao menos era gelada, mas não deu nem pro cheiro. O DJ... tsc! Um gordinho branquelo se divertindo com seu ipod! hehehe

E aqui surgiu a lenda do Gordinho com o ipod, que gerava várias risadas quando fomos em festas com "DJ´s"!

Abraço

Alexandre

quarta-feira, 18 de março de 2009

Oktoberfest!


Antes de mais nada, um pouquinho de história, pois a final, Oktoberfest não se trata apenas de uma festa mundialmente conhecida, onde milhões de pessoas se reunem para beber da melhor cerveja, como também uma festa cultural, onde as raizes bávaras são relembradas, pessoas vestidas em Lederhose celebram a cultura germânica... Tá, beleza, no fundo se trata apenas de beber cerveja! =P

Desde 1810, quando a primeira Oktoberfest foi realizada em Munique, não haviam multidões, nem canecos de 1l de cerveja. Inicialmente apenas uma festa para a comemoração do casamento do príncipe herdeiro Luís, mais tarde rei Luís I da Baviera, com a princesa Teresa de Saxe-Hildburghausen, onde todos os moradores de Munique foram convidados. A festa, um sucesso desde aquela época, foi marcada para o ano seguinte e virou tradição. E foi no último final de semana de festa, que fomos provar um pouco desta tradição.

Infelizmente não pudemos provar, o que todos esperavam: um ambiente embreagado em felicidade e cerveja. Depois de fracassar em nossa primeira tentativa no sábado, quando lutamos contra uma multidão sedenta por cultura germânica e morremos "na porta", voltamos no domingo pela manhã. E para não corrermos o mesmo risco do dia anterior, entramos na primeira tenda que avistamos. Todos estavam civilizadamente sentados, bebendo obviamente. Uma bandinha tocava, ao centro. Tinhamos a esperança que isso melhorasse. E que em breve, milhares de mulheres estonteantemente loiras entrassem com seus vestidos discretamente decontados e todos começassem a dançar e pular sobre as mesas, instalando o verdadeiro clima da Oktoberfest que tanto procurávamos. Mas não. Tratava-se do domingo da familia...

Abraço


Alexandre

O Terceiro Elemento

Fala pessoal!

Bom, esse é minha primeira postagem pra finalmente quebrar a hegemonia do Xandinho aqui. Só pra adiantar vou ser mais direto que ele focando nos pontos engraçados e/ou tensos que terminaram em risadas, afinal de contas acho que isso é o mais engraçado de tudo.

Eu cheguei na Alemanha no dia 21 de setembro e fui recepcionado pelo Hélio, um dos engenheiros brasileiros que tb tavam lá. Durante a primeira semana eu fiquei na casa dele, o que foi ótimo para a adaptação inicial, principalmente pq a mãe e a esposa do Hélio tb estavam lá e me ajudaram bastante, considerando que meus conhecimentos de alemão beiravam o ZERO!
Depois dessa primeira semana eu me mudei pra casa do Xandinho e fiquei lá mais 3 semanas! Nesse período eu fiquei procurando casas pra me mudar, mas sem saber alemão e Stuttgart sendo uma cidade universitária a busca foi bem chata e frustrante. Enfim, no final de outubro eu finalmente consegui uma casa e me mudei de novo e dei um pouco de paz pro Xandinho.

Mas no primeiro fds que eu estava morando com o Xandinho nós fomos até a Volksfest, a Oktoberfest de Stuttgart. Chegamos em uma das barracas, entramos e tivemos a primeira impressão do que viria pela frente: pessoas em pé nos bancos com canecas gigantes, uma banda tocando música típica e intercalando com o mais puro rock and roll de qualidade (sim, eles ouvem rock nas festas populares). Pro Xandinho essa não era a primeira vez que ele via tudo aquilo, mas pra mim foi muito bacana pq a ficha demorou muito tempo pra cair quanto a "agora estou na Alemanha pelos próximos 6 meses".

Para surpresa de alguns, eu obviamente experimentei uma das Mass, uma das canecas de 1 L de cerveja tão famosas das festas alemãs. Enquanto eu e o Xandinho dançávamos com nossas caneconas nas mãos (sim, "mãos" pq elas eram pesadas pra caramba...) decidimos dar uma volta pela festa em busca de um banco mais ou menos livre pra entrar no clima completo da festa. Depois que encontramos um bom lugar pra assistir o show da banda eis que surge uma alemã e começa a falar com o Xandinho. Não é que ela convida o meninão pra ir pra mesa dela?!?! Eu, como apêndice, fui junto e fiquei num canto do banco enquanto a "conversa" desenrolava entre os dois. Pelo que me lembro ela não falava inglês muito bem, mas falava espanhol, mas eu não tenho certeza, só sei que os dois ficaram falando um misto de inglês, espanhol e alemão que foi engraçado.

De repente o Alexandre me virra e fala: "Guga, preciso mijar. Fica aqui e segura a menina aqui." Claro, como se eu fosse agarrar a menina e falar (tb na mistureba de alemão, inglês e espanhol) "minha filha, fica aqui que meu amigo já volta!". Como um bom amigo eu fiquei ali do lado da candidata e no máximo dificultei a passagem de qualquer engraçadinho que chegasse perto. Obviamente isso durou apenas uns 5 minutos, pq a lesma do Xandinho resolveu mijar em casa praticamente.

Enquanto eu esperava pelo amigo de bexiga pequena duas coisas aconteceram: eu comecei a ficar com vontade de ir no banheiro e a menina começou a falar com um cara "X" (que não o Xandinho... tá desculpa...). 10 minutos depois e nada do Xandinho aparecer... A menina falando com o tal cara, eu apertado e com cara de bobo no meio de um monte de gente que eu não conhecia. Até que finalmente a mocinha voltou do banheiro, mas daí já era tarde. A alemã já tava pegando outro cara.

Eu fui no banheiro e quando voltei tava o Xandinho lá falando com a menina de novo. Eu comecei a pensar "Putz, o Xandinho quer mesmo insistir nisso?". Quando ele viu que eu tinha voltado veio falar comigo e começou a reclamar da menina, além claro de me culpar por não ter feito nada enquanto ele tinha ido ao banheiro.

Pra encurtar a história, até nós irmos embora, ele conversou mais um pouco com a alemã, não pegou e ela ainda pegou outro cara!!!! A dúvida que ficou sem resposta após ELA ter chegado no Xandinho é: ela não gostou de falar com um brasileiro ou o Xandinho foi panda na sua primeira atuação? Bom, acho que não foi tão sem resposta assim, né?


Até mais!

Guga