quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ovelha Negra

Durante o planejamento do mochilão, prezamos por um maior conforto para o Reveillon e ficamos em quartos individuais.

Já devidamente instalados, esperávamos por Tomas, amigo de Luiz que chegava da Alemanha para passar o Reveillon conosco. Enquanto esperávamos, tentamos nos familiarizar com a galera do hostel. Aos poucos fomos descobrindo que estávamos infiltrados em uma grande colônia brasileira! Todos no hostel eram brasileiros! Desde os atendentes, muito "gente boas", até os hóspedes.

Assim que Tomas chegou começamos agitar para sair. Sim, estávamos cansados da viagem, mas era sexta-feira e estávamos em Barcelona!!! Tentamos arrebanhar pessoas do hostel para esta empreitada, mas aparentemente eles não gostaram muito da idéia de interagir com estranhos recém chegados.

Seguimos assim sozinhos. Destino: Las Ramblas, Bar Ovelha Negra! As ruas estavam movimentadas e pairava no ar aquele burburinho de sexta-feira. Chegamos ao bar. Pouca luz, uma decoração do tipo "taberna", muita gente bonita, um ambiente peculiar e sem música. Pedimos a bebida típica local, sangria, uma mistura de suco de laranja e vinho bem gelado, e esperamos por música. Nada. Saímos então para rua a procura de "agito". Acabamos entrando numa balada, bebemos uma cerveja, ouvimos um pouco de música (finalmente!) e voltamos para o hostel.


O dia seguinte prometia!

Abraço

sábado, 7 de novembro de 2009

Atravessando a fronteira

Narrarei aqui o calvário que foi nossa chagada a Barcelona. Como descrito no post "Contratempos", o sistema ferroviário da França e Espanha estavam em greve, deixando nosso destino um tanto quanto incerto. Poderíamos ou não conseguir chagar a Barcelona a tempo do Reveillon.

Pegamos um trem que nos levou até a primeira cidade espanhola depois da fronteira com a França. Foram 3 trens até a fronteira. E aqui vivenciamos como os imigrantes sofrem com a fiscalização. O trem foi parado e policiais e agentes alfandegários fiscalizaram o trem. Já na estação na cidade espanhola, mais uma fiscalização, esta feita individual e de forma muito rigorosa. Como alguns devem saber, brasileiros não são muito bem vindos na Espanha devido ao grande número de imigrantes brasileiros ilegais que este pais possui. Ao ver meu passaporte brasileiro, o fiscal fechou o semblante e perguntou: "Brasileiro?" Mas bastou ele ver o visto de permanência na Alemanha que a situação foi resolvida. Estranho não!? Uma vez que estávamos na UE teoricamente isso não deveria acontecer...

Conseguimos enfim chegar a Espanha. Mas como chegaríamos a Barcelona? Um trem, que mais pareceia uma lata de sardinha com rodas, partiria dentro de duas horas e nos levaria ao nosso destino. Nosso cronograma não sairia tão prejudicado depois de tudo! E mais uma longa viagem até Barcelona, em um trem nada confortável.

Enfim chegamos a Barcelona. Mas qual seria a estação que devemos parar? Usando nosso mais belo e porco espanhol obtivemos uma informação não muito precisa. A cada parada do trem (que parou infinitas vezes) olhávamos aflitos pela janela para verificar a estação. Percebendo nossa aflição, um casal de velhinhos nos tranquilizou: nos levariam até a estação central. Mesmo assim, após uma pequena confusão (descemos em uma estação e entramos em seguida no trem que já estava na outra plataforma que lógicamente não era nosso trem) o simpático casal nos levou guiou até uma estação de metro ajudando-nos ainda a comprar os tickets e explicando-nos exatamente o caminho que deveríamos fazer. A partir daí, chegamos ao hostel sem grandes problemas...

Enfim um pouquinho de sorte!

Abraço


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Objetos estranhos!

Estavamos praticamente no meio de nosso mochilão e como o planejado aproveitaríamos os serviços do hostel para lavar as roupas sujas. Juntamos as roupas em um cesto e logo pela manhã deixamos na recpção para que fossem lavadas enquanto conhecíamos os arredores. Ao fim do dia, voltamos ao hostel e enquanto estava no banheiro, Luiz separava as roupas já limpas. Luiz: "Alexandre, tem uma parada aqui que tenho certeza que não é minha e creio não ser sua também. Se for, ou você é muito viado ou está realmente muito necessitado!". Uma calcinha. Mas não das comuns, tipo menina comportada ou tipo da vovó (desagradável =P) era um micro fio dental branco!


Como era possível alguém caber naquela coisa! Imagine a situação ao explicar este fato à recepcionista...

Abraço

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Contratempos

Voltando ao mochilão...

Já sabíamos que não haveria trens noturnos de Veneza para Nice, como planejávamos. Sem grandes problemas conseguimos mais uma noite no hostel onde estávamos e pegaríamos o primeiro trem para Nice as 6h. Até ai, sem problemas... desde que o trem chegasse no horário marcado! 10 min, 20 min e nada. A estação estava totalmente vazia. O trem havia sido cancelado. Esperamos por um tempo até que um trem chegou. Perguntamos o que deveríamos fazer, pois nossas reservas não adiantavam para outro trem. Fomos orientados (gambiarra master) a pegar aquele trem, ir até Milão e de lá pegar o trem para Nice.

Após 12 horas de viagem, desembarcamos em Nice. Aproveitando que já estávamos na estação, procuramos nos informar sobre nosso próximo trecho até Barcelona. A estação estava muito agitada. Todos os guichês com filas longas. Algo ruim estava acontencendo. Estavam em greve. França e Espanha. Não haviam trens. Eles não podiam garantir os horários do sistema ferroviário da Espanha. Só conseguiríamos chegar até a fronteira e de lá saberíamos se haveria trem ou não. E esta foi a melhor/única solução que conseguimos.

Se tudo deu certo... veremos!

Abraço