segunda-feira, 27 de julho de 2009

Cair e levantar - Parte 2

O problema não era apenas descer mas também subir. Havia pequenos teleféricos que nos arrastavam montanha a cima. Mais uma vez, parecia uma tarefa simples e após alguns minutos de observação tentamos. Caímos e não apenas uma vez. Luiz caiu duas vezes e na terceira tentativa subiu metade, foi arrastado pela bunda mais um pedaço e subiu o restante a pé mesmo. Guga se deu bem e subiu de primeira. Eu, Alexandre, penei para subir. Cai três vezes e na quarta subi metade, o restante foi a pé mesmo. No vídeo abaixo, Guga se diverte narrando nossa tragédia:



O mais incrível de tudo isso era ver crianças que mal sairam das fraldas dando show de habilidade...

Abraço

Alexandre

Cair e levantar - Parte 1

(Este post terá dois vídeos, e por problemas técnicos será dividido em duas partes, cada um com um vídeo)

Nossa experiência com neve ainda não havia terminado, a categoria esportes de neve ainda não havia sido preenchida. E lá fomos nós, nas proximidades de Munique, completar esta lista. Luiz havia esquematizado tudo: sairíamos bem cedo de Munique, passaríamos o dia na estação de esqui e voltaríamos no fim da tarde.


Estávamos bem equipados: agasalhados com roupas impermeáveis, luvas, óculos e até capacete (uma pena que não serviu de muita coisa pois não existia tamanho "cabeça do Luiz"). Acabamos por escolher snowboard. Parecia mais fácil... parecia. Como bons auto-didatas, não contratamos o treinamento e arriscamos por nossa própria conta. Caímos e não foi pouco, o suficiente para que ao fim do dia não sabermos da existência de nossas bundas. Não sabiamos como virar, como parar e muito menos como ficar em pé! A mais pequena colina era um desafio mortal não só para nós mas para as pessoas ao nosso redor!



(Continua)

Neve, vinho e música - Parte 3 Final

Depois de uma ótima noite de sono e um completo café da manhã, saimos para uma caminhada. Eu, particularmente, estava bem "estragado" da noite anterior e meu preparo físico um lixo. Subimos até o topo de uma montanha e no caminho quase morri. Obviamente durante o caminho ocorreram inúmeras guerras de neve, montinhos e até "anjinhos".

Ao voltarmos, enquanto Luiz e Helmut preparavam o almoço, eu, Guga e Patrick contruímos um tradicional boneco de neve. Tinhamos que passar por aquilo para completar os cliches de uma experiência com neve. E posso dizer uma coisa: é bem divertido mas cansa muito!!!


Já cansados, mais uma vez tivemos uma grande refeição. Desta vez Spätzle (como um macarrão) com lentilhas e a tradicional salsicha. Já em ritmo de fim de domingo, arrumamos nossas coisas e voltamos para casa felizes. As expectativas de um fim de semana "miado" foram substituídas por agradáveis lembranças de um fim de semana entre amigos!


Abraço

Alexandre

terça-feira, 21 de julho de 2009

Neve, vinho e música - Parte 2

Assim que chegamos e nos acomodamos, corremos para aproveitar as últimas horas de sol e fomos caminhar pela redondeza. Era nosso primeiro contato real com neve em abundância. Muitos quasi-tombos e muita guerra de neve.


Vale lembrar um ocorrido. Em um local a neve estava tão compactada que formava uma fina camada de gelo bem liso:
Luiz: "Tomem cuidado! Aqui o chão está congelado!"
Alexandre: "Onde? Aqui!?" WUSH PA caiu de bunda na neve...

Terminda a caminhada, fomos até a civilização comprar mantimentos para o fim de semana e também aproveitamos para dar uma volta na cidade que estava agitada devido a uma feira de natal, típica daquele período do ano.


Após um agradável Gluhwein (quase um vinho quente, porém sem frutas e não doce) que nos aqueceu daquele anoitecer congelante e um delicioso waffle (com a atendente mais gata da história das vendedoras de waffle) voltamos para as montanhas.

Enquanto tomávamos banho, o jantar foi preparado. Um saborosíssimo Maltasche, uma espécie de ravioli gigante recheado de carne de porco, cozido em uma água temperada coberta por cebolas fritas e consumido com salada de batata. Uma refeição típica Schwäbisch. Ao fim do jantar, Patrick pegou seu violão, Helmut abriu alguns bons vinhos e iniciamos a "noite". Bebemos muito, conversamos e cantamos até as 3 da manhã, variando de clássicos como os Beatles até músicas brasileiras e alemãs. Uma noite muito divertida, para ficar na memória!




(Continua...)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Neve, vinho e música - Parte 1

Ha muito tempo Patrick comentava que tínhamos que passar um final de semana na casa de um amigo dele que ficava à beira do lago Konstanz e ao pés dos Alpes. Porém devido ao cronograma apertado que tínhamos elaborado, não houveram muitas oportunidades. Até que uma brecha surgiu e combinamos de passar o fim de semana nesta casa. Luiz e Guga também foram convidados.

De início tivemos um certo receio com relação a esta viagem. Um amigo, mais velho, e 4 jovens afastados da civilização, encrustados no interior da Alemanha, longe de centros urbanos e suas "facilidades". Luiz até pensou em desistir. Eu não podia, pois Patrick era meu amigo e ha muito insistia com esta viagem.

E lá fomos nós, em um sábado de manhã as 8h45. Logo de cara, conhecemos O Amigo. Helmut, um senhor de 50 anos, cabelos brancos, bigodão e bem gordinho. Aparentemente não falava inglês. Este fato deixou nossas expectativas mais tensas com relação ao grau de diversão que teríamos. Durante todo o caminho o carro ficou dividido em dois: os alemães e os brasileiros. As tentativas de iniciar uma discussão que envolvesse os dois lados foram todas em vão.

Depois de 2 horas de viagem na famosa AutoBahn fizemos uma pequena pausa e aqui as coisas começaram a mudar. Helmut começou a "arranhar" um inglês, que segundo ele não falava muito bem, e não paramos mais. Caminhamos pelas ruas de Lindau, e paramos em um restaurante/padaria para almoçar, onde comemos um delicioso Leberkäse com mostarda e Pretzel e uma caneca generosa da melhor bebida local: Coca Cola =P. Simplesmente fantástico!



Prosseguimos viagem. Depois de mais 1 hora, desta vez em pistas simples, cobertas de neve, contornando as montanhas no meio da floresta, chegamos ao chalé. O local era sensacional! Da sala de jantar tinhamos vista para o Lago e no "quintal" os alpes.


Era apenas o começo de uma das melhores viagens...

(Continua...)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O alemão gago em Paris

Esta foi uma viagem que fiz sozinho. Luiz já tinha passado uma semana em Paris e Guga já tinha planos de visitar a cidade com seus pais no fim do ano. Então, lá fui eu, sozinho para a tão falada Paris!

Muitos, sabendo desta minha empreitada apostavam em quanto eu me daria mal. Era unanimidade que me daria mal, a questão era quantas vezes em quão mal isso seria. Eu, sozinho, num país estranho, que têm horror a falar inglês e matam quem fala alemão. Havia fatores suficientes para dar merda. Eu mesmo já estava preparado para esta possibilidade!



Logo que cheguei ao hostel tentei me enturmar com a única pessoa do quarto.
Eu: "Opa! Beleza? Meu nome é Alexandre!"
Cara: "Opa, prazer! Meu nome é Schultz, sou alemão. E vc?"
Eu: "Caralho, vc é da Alemanha. Moro lá!"
Cara: "@$#¨¨$#%&&#%$¨#$&#$&%¨$&)(*&¨%$#$@$!" - disse em alemão.
Eu: "Calma cara, meu alemão é precário" e enquanto arrumava minha mala perguntei "De onde na Alemanha você é?" em alemão mesmo.
Cara: "Eeeeeeeeeeeeeu sssssssssssssso ssssssssssooouuu ddddddddd"

Ao ouvir estes "grunidos", preocupado, pois o cara pareceia engasgado olhei de volta para ele. O cara tava totalmente travado! Um alemão gago tentando falar comigo!!! Deus! Nem desenhando eu entedendia alemão, e um gago tava no meu quarto! Depois deste contato meus contatos com ele foram limitados a "Bom dia".

Do restante, nada de especial aconteceu. Acabei contrariando as expectativas e nenhuma merda aconteceu! Voltei são e salvo a Stuttgart depois de 4 dias.

Abraço

Alexandre