quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O mistério da porta

Na viagem Florença-Veneza pegamos um trem direto, sem grandes complicações. Ou ao menos era o que esperávamos. Luiz certo que deveríamos na última parada, Veneza Mestre, nem sequer se preocupou quando passamos pela estação Veneza Sta. Lucia. Assim que o trem retomou viagem: "Então, era lá!" Já tinham me avisado de não deixar Luiz como o cara responsável por mapas, mas eu também não era muito confiável. "Merda!" Chegando na parada final, por sorte, conseguimos pegar o último trem partia em direção a Veneza Sta. Lucia. Ótimo! Ao menos não teríamos que procurar um ATM para dormir!

Entramos no trem e ficamos no corredor mesmo. Porém uma das portas estava quebrada e para não arriscar que a plataforma de desembarque coincidisse com esta porta, mudamos de vagão. E eis que surge outra grande dificuldade em nosso caminho: a porta. Tentamos de todas as maneiras possíveis abrí-la. Puxamos, empurramos, procuramos por sensores, botões e nada. Falamos "Mellon" (élfico para amigo - momento TLOTR =P) e outras palavras mágicas e a porta continuou fechada. A estação de parada se aproximava e começávamos a entrar em desespero. Largamos as bagagens e partimos pra força bruta. Do outro lado da porta, duas menininhas de aproximadamente 10 anos assistiam à cena e riam. Depois de perceber nosso desespero e de se divertirem o suficiente, uma das meninas se aproximou tranquilamente da porta e pressionando um simples botão, que sinceramente estava camuflado por algum tipo de magia negra, nos libertou.

Humilhados e derrotados desembarcamos finalmente em Veneza.

Abraço

Alexandre

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