E o Natal chegou. Durante aquele dia tudo parecia diferente. Todos pareciam ansiosos para juntarem-se às suas famílias e celebrar uma data tão importante para os cristãos. No final da tarde, todos pareciam correr e as ruas aos poucos ficavam desertas. E nós estávamos lá, no centro do catolicismo, sozinhos.

Nesta correria encontramos Matheo, um italiano amigo de Luiz, que nos convidou para uma cerveja. Conversamos um pouco e eu, como um católico praticante que planejava e ansiava pela famosa Missa do Galo, perguntei a ele sobre o assunto: "You know is not a show. It is a mass, nothing special". Um tanto desanimador, mas mesmo assim mantive meu plano: chegaria as 20h a Praça de São Pedro para a missa que começaria as 21h (segundo informações obtidas com o guardinha do próprio vaticano). Luiz, porém, não me acompanhou e voltou para o hostel.
Já sabíamos que Roma pararia no Natal. Ônibus, metrô, taxis teriam suas freqüências diminuidas. Mas só quando cheguei ao Vaticano é que descobri que isso já valia para a véspera, sendo que o metrô pararia as 21h e só voltaria na tarde do dia seguinte. Já começava a reavaliar meu planejamento. Chegando a Praça de São Pedro, uma grande multidão já fazia fila para entrar na basílica. Me informei mais uma vez com o guardinha que me disse que abririam os portões as 21h mas que a missa começaria apenas as 00h e que para entrar precisaria de um ingresso, e que não haviam mais ingressos disponíveis, mas que poderia assistir no telão montado na praça.
Mais uma vez reavaliei meus planos. Estava em Roma, no Natal, tinha a oportunidade de assistir à Missa do Galo no Vaticano, veria mais uma vez o Santo Padre. Por outro lado estava sozinho, ficaria do lado de fora da basílica, não haveria transporte de volta, teria que voltar a pé ou pegar um taxi, se houvesse um, e ainda estava ficando frio pra caralho!
No meio destas considerações uma bandeira do Brasil me chamou a atenção. Era uma família de brasileiros na mesma situação. Conversei por um bom tempo com eles, e me esclareceram alguns pontos: para conseguir um ingresso, teria de mandar uma carta ao Vaticano, por meio do Bispo, alguns meses antes. Mas ainda era possível conseguir um! Haviam pessoas com ingressos sobrando. Por este motivo acabamos sendo abordados inúmeras vezes por brasileiros, que chamados a atenção pela bandeira, vinham perguntar por informações. E como é comum no exterior, em pouco tempo o grupo de brasileiros ao nosso redor havia duplicado.
Mesmo com a vaga possibilidade de conseguir algo, continuava pensando se realmente valeria a pena. Geralmete passamos o Natal com as pessoas que mais amamos, nossa família. A minha estava bem longe, e a pessoa que mais amava e que estava mais próxima era meu grande amigo Luiz, que não estava comigo ali. E foi assim que desisti da Missa do Galo. Consegui pegar o último trem. Caminhava rumo ao hostel, certo de que havia tomado a decisão certa: passar o Natal ao lado de Luiz.
Grande abraço
Alexandre
Nesta correria encontramos Matheo, um italiano amigo de Luiz, que nos convidou para uma cerveja. Conversamos um pouco e eu, como um católico praticante que planejava e ansiava pela famosa Missa do Galo, perguntei a ele sobre o assunto: "You know is not a show. It is a mass, nothing special". Um tanto desanimador, mas mesmo assim mantive meu plano: chegaria as 20h a Praça de São Pedro para a missa que começaria as 21h (segundo informações obtidas com o guardinha do próprio vaticano). Luiz, porém, não me acompanhou e voltou para o hostel.
Já sabíamos que Roma pararia no Natal. Ônibus, metrô, taxis teriam suas freqüências diminuidas. Mas só quando cheguei ao Vaticano é que descobri que isso já valia para a véspera, sendo que o metrô pararia as 21h e só voltaria na tarde do dia seguinte. Já começava a reavaliar meu planejamento. Chegando a Praça de São Pedro, uma grande multidão já fazia fila para entrar na basílica. Me informei mais uma vez com o guardinha que me disse que abririam os portões as 21h mas que a missa começaria apenas as 00h e que para entrar precisaria de um ingresso, e que não haviam mais ingressos disponíveis, mas que poderia assistir no telão montado na praça.
Mais uma vez reavaliei meus planos. Estava em Roma, no Natal, tinha a oportunidade de assistir à Missa do Galo no Vaticano, veria mais uma vez o Santo Padre. Por outro lado estava sozinho, ficaria do lado de fora da basílica, não haveria transporte de volta, teria que voltar a pé ou pegar um taxi, se houvesse um, e ainda estava ficando frio pra caralho!
No meio destas considerações uma bandeira do Brasil me chamou a atenção. Era uma família de brasileiros na mesma situação. Conversei por um bom tempo com eles, e me esclareceram alguns pontos: para conseguir um ingresso, teria de mandar uma carta ao Vaticano, por meio do Bispo, alguns meses antes. Mas ainda era possível conseguir um! Haviam pessoas com ingressos sobrando. Por este motivo acabamos sendo abordados inúmeras vezes por brasileiros, que chamados a atenção pela bandeira, vinham perguntar por informações. E como é comum no exterior, em pouco tempo o grupo de brasileiros ao nosso redor havia duplicado.
Mesmo com a vaga possibilidade de conseguir algo, continuava pensando se realmente valeria a pena. Geralmete passamos o Natal com as pessoas que mais amamos, nossa família. A minha estava bem longe, e a pessoa que mais amava e que estava mais próxima era meu grande amigo Luiz, que não estava comigo ali. E foi assim que desisti da Missa do Galo. Consegui pegar o último trem. Caminhava rumo ao hostel, certo de que havia tomado a decisão certa: passar o Natal ao lado de Luiz.
Alexandre
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