sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Idiotices a parte

Conversando esta semana com Guga percebi que havia esquecido alguns fatos engraçados que aconteceram em nossas primeiras viagens, quando ainda confiávamos em nossas memórias para relatar os fatos posteriormente. Este é um deles.

Em Berlim, a caminho do hostel, depois de um dia cansativo, decidimos correr no meio do povo. Mas não uma corrida normal, mas sim como a Phoebe do seriado Friends o_O' .

E gravamos isso...




Abraço

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Veneza à vaporeto

Tínhamos apenas 1 dia na cidade mais romântica do mundo. Eu e Luiz sozinhos. Mais bixa que isso só se nos hospedássemos em um hostel gay.... né Taka e Fejão!?

Mas enfim, logo pela manhã tivemos que tomar uma grande decisão que acarretaria na história deste post. Valia a pena comprar o ticket diário, ou seria melhor comprar passagens individuais e realizar mais percursos a pé? Luiz insistia na idéia de ticket diário, pois veríamos as outras ilhas e a cidade vista do mar. Eu discordava. Para não separar o "grupo", acabamos pegando o ticket diário mesmo.


O principal meio de transporte em Veneza, além das tradicionais gondolas (50€ wtf!) são os vaporetos, como onibus aquático. Passamos o dia nas principais ilhas e ao final da tarde aproveitamos a vantagem do ticket diário e fomos às ilhas mais distantes. Entramos no vaporeto e navegamos em alto mar. O sol se punha, e o barco oscilava com o bater das ondas. Cinco minutos foram suficientes para que apagássemos. Dormimos como bebês! Na parada final descemos. Já era noite. Não havia nada na ilha para ser feito. Esperamos o vaporeto que nos levaria de volta tomando um café ao estilo "cult". Uma hora e meia depois estávamos de volta ao centro de Veneza, após um passeio de mais de 3 horas de vaporeto que aproveitamos dormindo! Mais um super-investimento!

Abraço

Alexandre

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O mistério da porta

Na viagem Florença-Veneza pegamos um trem direto, sem grandes complicações. Ou ao menos era o que esperávamos. Luiz certo que deveríamos na última parada, Veneza Mestre, nem sequer se preocupou quando passamos pela estação Veneza Sta. Lucia. Assim que o trem retomou viagem: "Então, era lá!" Já tinham me avisado de não deixar Luiz como o cara responsável por mapas, mas eu também não era muito confiável. "Merda!" Chegando na parada final, por sorte, conseguimos pegar o último trem partia em direção a Veneza Sta. Lucia. Ótimo! Ao menos não teríamos que procurar um ATM para dormir!

Entramos no trem e ficamos no corredor mesmo. Porém uma das portas estava quebrada e para não arriscar que a plataforma de desembarque coincidisse com esta porta, mudamos de vagão. E eis que surge outra grande dificuldade em nosso caminho: a porta. Tentamos de todas as maneiras possíveis abrí-la. Puxamos, empurramos, procuramos por sensores, botões e nada. Falamos "Mellon" (élfico para amigo - momento TLOTR =P) e outras palavras mágicas e a porta continuou fechada. A estação de parada se aproximava e começávamos a entrar em desespero. Largamos as bagagens e partimos pra força bruta. Do outro lado da porta, duas menininhas de aproximadamente 10 anos assistiam à cena e riam. Depois de perceber nosso desespero e de se divertirem o suficiente, uma das meninas se aproximou tranquilamente da porta e pressionando um simples botão, que sinceramente estava camuflado por algum tipo de magia negra, nos libertou.

Humilhados e derrotados desembarcamos finalmente em Veneza.

Abraço

Alexandre

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Florença em 3 horas

Ao final do 4º dia em Roma, não tinhamos mais nada muito importante pra visitar. Nossa próxima parada era Veneza onde deveríamos chegar a noite. Tinhamos a opção de enrrolar em Roma, ir para Florença ou ainda para Piza. Não aguentávamos mais Roma, Piza só tem uma torre que prova a incompetência de alguns engenheiros, logo acabamos escolhendo uma breve visita a Florença.

Chegamos em Florença por volta da hora do almoço e após um saudável Mc'Donalds, tivemos o primeiro contra-tempo: não haviam mais trens noturnos entre Veneza e Nice, nossa próxima parada, ou seja, perderíamos um dia para fazer este trecho. Sem muito o que fazer partimos para uma caminhada pelos arredores. Tínhamos 6 horas para visitar a cidade e voltar a estação para pegar o trem para Veneza. Catedral (Duomo) , palácio, pontes, ruas, enfim, todos os principais pontos foram visitados... em 3 horas!



Restavam 3 horas de espera. Buscamos desesperadamente por um Starbucks, onde pudessemos tomar um café e enrrolar estas 3 horas. Estávamos na Itália, país conhecido pela qualidade de seus cafés (produzidos aqui, mas enfim), onde a existência de um Starbucks seria uma ofença. Conclusão: não havia Starbucks. Acabamos em um aconchegante Café/Pub com ótima música.


Florença: checked!

Abraço

Alexandre

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

"You know is not a show"

E o Natal chegou. Durante aquele dia tudo parecia diferente. Todos pareciam ansiosos para juntarem-se às suas famílias e celebrar uma data tão importante para os cristãos. No final da tarde, todos pareciam correr e as ruas aos poucos ficavam desertas. E nós estávamos lá, no centro do catolicismo, sozinhos.


Nesta correria encontramos Matheo, um italiano amigo de Luiz, que nos convidou para uma cerveja. Conversamos um pouco e eu, como um católico praticante que planejava e ansiava pela famosa Missa do Galo, perguntei a ele sobre o assunto: "You know is not a show. It is a mass, nothing special". Um tanto desanimador, mas mesmo assim mantive meu plano: chegaria as 20h a Praça de São Pedro para a missa que começaria as 21h (segundo informações obtidas com o guardinha do próprio vaticano). Luiz, porém, não me acompanhou e voltou para o hostel.

Já sabíamos que Roma pararia no Natal. Ônibus, metrô, taxis teriam suas freqüências diminuidas. Mas só quando cheguei ao Vaticano é que descobri que isso já valia para a véspera, sendo que o metrô pararia as 21h e só voltaria na tarde do dia seguinte. Já começava a reavaliar meu planejamento. Chegando a Praça de São Pedro, uma grande multidão já fazia fila para entrar na basílica. Me informei mais uma vez com o guardinha que me disse que abririam os portões as 21h mas que a missa começaria apenas as 00h e que para entrar precisaria de um ingresso, e que não haviam mais ingressos disponíveis, mas que poderia assistir no telão montado na praça.
Mais uma vez reavaliei meus planos. Estava em Roma, no Natal, tinha a oportunidade de assistir à Missa do Galo no Vaticano, veria mais uma vez o Santo Padre. Por outro lado estava sozinho, ficaria do lado de fora da basílica, não haveria transporte de volta, teria que voltar a pé ou pegar um taxi, se houvesse um, e ainda estava ficando frio pra caralho!

No meio destas considerações uma bandeira do Brasil me chamou a atenção. Era uma família de brasileiros na mesma situação. Conversei por um bom tempo com eles, e me esclareceram alguns pontos: para conseguir um ingresso, teria de mandar uma carta ao Vaticano, por meio do Bispo, alguns meses antes. Mas ainda era possível conseguir um! Haviam pessoas com ingressos sobrando. Por este motivo acabamos sendo abordados inúmeras vezes por brasileiros, que chamados a atenção pela bandeira, vinham perguntar por informações. E como é comum no exterior, em pouco tempo o grupo de brasileiros ao nosso redor havia duplicado.

Mesmo com a vaga possibilidade de conseguir algo, continuava pensando se realmente valeria a pena. Geralmete passamos o Natal com as pessoas que mais amamos, nossa família. A minha estava bem longe, e a pessoa que mais amava e que estava mais próxima era meu grande amigo Luiz, que não estava comigo ali. E foi assim que desisti da Missa do Galo. Consegui pegar o último trem. Caminhava rumo ao hostel, certo de que havia tomado a decisão certa: passar o Natal ao lado de Luiz.

Grande abraço

Alexandre

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

As cruéis e diabólicas freiras do Vaticano

Chegamos em Roma sem grandes emoções. E logo em nosso primeiro dia fomos ao Vaticano, o que ocuparia nosso dia inteiro. Visitamos tudo o que tínhamos direito: Museu do Vaticano, Capela Sistina, as tumbas, a Basílica. E foi naquela tarde que Luiz realizou uma grande descoberta em meio a visita:


Ao fim, como todo turista, fomos as compras. A lojinha "oficial" dentro do Vaticano é administrada por freiras, na sua maioria um pouco mais idosas. Nossos amigos, João e Taka , que anteriormente haviam sofrido maus tratos destas indefesas senhoras, haviam nos alertado com respeito a aparente simpatia destas servidoras de Deus. Depois de olharmos tudo e tendo decidido o que levaríamos, tivemos contato direto com estas aparentemente simpáticas senhoras. Infelizmente eu não tinha dinheiro trocado para comprar um simples terço. Um frio percorreu minha espinha quando saquei da carteira uma nota de 50€ para pagar uma pequena quantia. Já me preparava para correr caso a freira se tranformasse em um Dragão e me perseguisse pelas ruas (o que depois da descrição de João e Taka, acreditava ser muito provável acontecer) quando ela apenas perguntou carinhosamente se não tinha trocado e após a resposta negativa com um leve sorriso me entrgou o troco juntamente com meu terço delicadamente embrulhado.


Definitivamente as freiras do Vaticano são muito boazinhas!

Abraço

Alexandre

sábado, 19 de setembro de 2009

Why God, why!?

Estávamos de partida de Praga com destino a Roma. O voo era de manhã e portanto partiríamos logo após o café.

A cozinha estava lotada. Comíamos em pé mesmo, até que lugares surgiram e nos sentamos. " O pão está bom?" - perguntou uma menina, ruiva, sentada a nossa frente acompanhada por uma amiga. Demos "corda". Eram holandesas e estavam viajando para "learn more about Prag culture" (palavras delas, ditas com um sorriso maquiavélico). Conversamos por aproximadamente 20 minutos. Ficariam até o ano novo. Não pudemos prolongar por mais tempo a prazerosa conversa. Levantamos e partimos.

Chegamos a seguinte conclusão: sempre no último dia coisas boas acontecem, ou um dia bonito com temperatura agradável e sol ou belas holandesas solteiras e liberais sedentas por "novas experiências" nos chavecam na mesa do café da manhã.

Maldita lei de Murphy!

Abraço

Alexandre

Ps.: Elas permitiram que tirássemos esta foto para registrar o momento! =P

terça-feira, 15 de setembro de 2009

We came, we saw, we crawled!

Estávamos em Praga, uma das cidades com vida noturna mais ativas da Europa e seus famosos Pub Crawls. Era início de nosso mochilão e nossa vontade e "potencial" em fazer merda estavam a flor da pele. E em nossa segunda noite em Praga, "we crawled"! Seriam 4 bares, sendo o primeiro open bar e os demais com direito a um shot de "boas vindas" de vodka, terminando em uma balada, onde ficaríamos até o amanhecer.

Tudo começou com um shot de absinto, seguido de uma hora de open bar de vodka e chopp. Nossa preocupação era não "queimar largada" e estragar a noite. Bebemos.


Segundo bar: Brasileiro é foda! Querendo lembrar das maravilhas de minha terra, pedi uma caipirinha. Luiz, mais esperto pegou uma cerveja e foi curtir o bar, enquanto eu esperava na mesa pela minha caipirinha. Perdi um pequeno show com dançarinas gostosas, até que meu pedido chegou. Aguada e horrível! Aprendi a lição.


Terceiro bar: Mais um shot. Pegamos cervejas e sentamos com o pessoal. Não me lembro de muita coisa deste bar =P. Segundo Luiz, a americana deu em cima de mim, e pra variar pandeei.


Quarto bar: houve um quarto bar?

Parada final, balada: Não comentei nada a respeito até agora, mas para variar nossa noite estava meio fraca no quesito mulheres. No grupo haviam duas meninas mexicanas, uma americana e mais outras duas meninas. Já a quantidade de homens estava na proporção "engenharia" que estavamos costumados: pra cada mulher 10x10^6 homens. Estávamos em casa! Devido a falta de opções, "investimos" nas mexicanas. Não valia a pena, uma era 5 bola e a amiga... barro, só pra não sair liso da festa. Para aumentar o desafio, os escoceses também estavam na disputa. Conversamos por um tempo. Entediado fiz um pequeno reconhecimento de território a minha volta. E eis que me deparo com Phoebe (personagem de Friends). Cabelos longos, lisos, loira, alta, mais velha, dançando de maneira "Phoebe". Mostrei ao Luiz, que não via minha ilusão. "Onde Alexandre? Não é..." Decidido que era ela (e que chegaria nela) comecei a perguntar ao Luiz qual era o nome da atriz. "Lisa Kudrow" - disse Luiz irritado, pois em desvantagem numérica perdia a cada momento mais território para os escoceses. Quando me virei para confirmar a identidade desta mulher e tomar coragem em dizer algo, o alcool em meu sangue evaporou, e aos poucos fui percebendo que realmente ela era parecida, mas também era bem mais nova do que a "verdadeira" que hoje deve beirar os 40 anos. Depois disso, foi questão de tempo para "miarmos". A Phoebe havia ido embora e as mexicanas estavam fora de nossos alcances. Voltamos sozinhos como sempre, Panda e seu Pandawan, cena se repetiria muitas outras vezes por algum tempo...

Abraço

Alexandre

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Turista é uma desgraça!

Ainda em nosso primeiro dia em Praga, um grande aglomerado de pessoas aguardavam na praça principal em frente do Relógio Astronômico (não me pergunte o que é!) e o observavam como se algo extraordinário fosse acontecer. Obviamente paramos também esperando que algo que realmente valesse a pena ver acontecesse. O relógio marcou 16h, um sino soou e... nada mais. Todos se entreolharam com aquele ar de "Que bosta!" e voltaram as suas vidas. Turista é uma desgraça!


Abraço

Alexandre

sábado, 12 de setembro de 2009

Souvenir, Belezas Locais e Antônio Fagundes

Logo em nosso primeiro dia em Praga fomos ao famoso Castelo de Praga. Luiz caminhava admirado com as "belezas locais" e sempre me chamava atenção para que não perdesse aqueles únicos momentos onde percebíamos a presença divina. Na maior parte das vezes estava destraído com coisas mais turísticas, mais exatamente lojinhas de souvenir que se espalhavam por toda a cidade.

No Castelo, eis que encontro, caminhando anônimamente entre a multidão de turistas, Antônio Fagundes. Ou ao menos era o que pensava. De maneira discreta tentei avisar Luiz, mas somente após Antônio Fagundes ter se afastando, mostrei-o à Luiz, que confirmou minha ilusão. Infelizmente pessoal, nesta parte da narrativa que deveria ser feita por Luiz, seriam descritos com mais detalhes minha estufepação daquele encontro. Como sou eu, Alexandre, quem vos escreve, me limitarei a dizer que fiquei surpreso. =P

Até o fim do dia, Luiz continuava a mem chamar atenção para as "belezas locais" mas eu continuava surpreso e ainda de olho nas lojinhas de souvenir... pandeando involuntariamente! Logo se me perguntarem como são as mulheres em Praga, pouco poderei argumentar. Mas de souvenir, pergunte-me o que quiser!

"Alexandre viu apenas duas coisas em Praga: souvenirs e o Antônio Fagundes" - palavras inconformadas de Luiz.

Abraço

Alexandre