quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Efeito Facamp

Berlim fechou a parte Alemanha de nossas viagens. Luiz porém ainda tinha uma passagem "sobrando" e decidiu que voltaria a Stuttgart. Organizamos então uma baladinha, que segundo Patrick era uma das melhores de Stuttagart, Penthouse. Balada cheia de frecura com roupa e regras pra entrar. Mesmo assim conseguimos entrar. Era simplesmente fantástica! Três ambientes, música boa e... só tinha mulher gata!!! Infelizmente o "efeito Faccamp" nos atingiu e ficamos em estado de choque por algum tempo, praticamente estáticos, só admirando aquele momento único, como cachorros frente a uma churrascaria.

Algumas tequilas depois, voltamos ao "normal". Em "normal" entenda "pandas". Menos nosso amigo, P3, que por motivos de segurança preferiu não ter seu nome divulgado, que saiu da inércia e com todo seu molejo latino se aproximou de um alvo e começou com o processo de "acasalamento do panda na seca", enquanto P1 e P2 apenas curtiam a música. Em curtir a música entenda: estavam acuados demais pra arriscar qualquer movimento mais ousado. A noite foi passando e deixamos P3 sozinho e voltamos para casa.

No dia seguinte surgia a dúvida: Será que P3 finalmente se deu bem? A resposta como todos já deveriam esperar: Obviamente não! Mas esta história tem um final feliz para nosso amigo P3. Depois de mais 3 chances finalmente ele conseguiu! Um beijo e nada mais.

Abraço

P1, P2 e P3

sexta-feira, 1 de maio de 2009

A torre do Hopi Hari em Berlim

Finalmente fomos a Berlim! Para mim, particularmente, foi a melhor cidade de todas as viagens, não pela cidade em si, mas por sua história e significado. Enfim, não falarei hoje sobre meus sentimentos sobre Berlim e muito menos sobre história alemã.



Um dos fatos mais engraçados que acompanhou todas nossas viagens posteriores aconteceu aqui e envolve uma discussão um tanto insana sobre um dos ícones da capital alemã: Fernsehturm, a torre de TV de Berlim.

Durante nosso primeiro dia em Berlim, este foi o primeiro ponto visitado. E durante a tradicional seção de fotos, conversávamos: "Porra! Esta torre é alta pra c@%!"- disse "Ah, nem é tão alta assim!"- Luiz argumentou como sempre "Cara, é muito alta!"-reforçou Guga "Nem é tão grande assim!"- disse Luiz, mantedo sua posição e não satisfeito completou "A torre do Hopi Hari é maior!" o_O' Luiz continuou afirmando com toda a certeza, sua teoria insana. Obviamente, eu e Guga, ficamos transtornados com tamanha falta de noção e tentamos durante todo o dia abrir os olhos de nosso amigo. Apenas no dia seguinte, quando passamos novamente perto da torre, Luiz cedeu "Tá, beleza, esta parada é maior, mas nem tanto".


É Luiz, realmente não é tão grande: A Fernsehturm, construida entre 1965-1968, símbolo da República Democrática da Alemanha, possui 368m de altura e é a quarta mais alta estrutura da Europa. A torre do Hopi Hari, conhecido parque de diversões, possui significativos 69m e nem mesmo é a maior torre do Brasil. Apenas 5,3 vezes maior!!!

Abraço

Alexandre

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Ludwig II - Um cara muito doido

Este post não trará nenhuma história inusitada, pois afinal, temos que dar umas férias pra nossa sorte! Será apenas um registro de mais uma viagem.

Continuando nosso tour pela Alemanha, fomos a Füssen, uma vila no estado de Bayern, perto da fronteira com a Austria.

Mas que diabos vocês foram fazer lá!?

Neuschwanstein. Catelo construido durante o governo de Ludwig II, na metade do século XIX, inspirado na obra do compositor Richard Wagner, ispiração para o "Castelo da Cinderela" da Disney, até hoje inacabado. Ludwig deixou o estado endividado com a contrução, foi considerado louco e afastado do cargo. Ironicamente, Ludwig, nunca chegou a morar no castelo que tanto sonhara.

Finalmente visitamos um castelo de verdade. Pois por incrível que pareça, lá, tudo é castelo. Mas não é! São apenas palácios! Castelo é uma construção fortificada!

Abraço

Alexandre

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O porquê todos falam de Hamburgo

Quando disse que viria para a Alemanha, me disseram que não poderia deixar de visitar Hamburgo. Conversando com Luiz durante planejamento das viagens, também disse o mesmo. No trabalho quando perguntei sobre Hamburgo, a resposta não foi diferente. O problema é que não sabiam explicar o porquê! Concluímos que, mesmo sem saber o porquê, deveríamos ir para Hamburgo.

Uma bela cidade, 80% destruida na 2ªGM, cidade onde os Beatles começaram, mas nada de muito especial, nenhum prédio mega-foda, porém o conjunto é simplesmente fascinante. As casas típicas (com tenhados verdes), o porto gigantesco (segundo maior da Europa), água por todos os lados, o mercado de peixe e a Reeperbahn!

Hoje, me junto ao coro e digo: Se tiver a oportunidade de ir a Hamburgo, vá! Vale a pena, mas não me pergunte o porquê!

Abraço

Alexandre

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Uma mulher, um negão, um edredon e uma velhinha espiã da 2ªGM

Para aqueles que não sabem, Stuttgart é uma cidade universitária e, para aqueles que já tiveram problemas com isso e sabem o inferno que é, um lugar difícil de se conseguir casa. Pois bem, durante o meu primeiro mês de Alemanha eu, Guga, tive que correr atrás disso insistentemente até encontrar um canto pra jogar minhas tranqueiras. Enquanto não encontrava nada fui gentilmente acolido por uma semana na casa de um amigo que tb estava trabalhando por lá e em seguida fiquei mais 3 semanas morando com nosso querido amigo Xandinho. Já falei isso algumas vezes, mas é sempre bom relembrar como ele me ajudou. Valeu Xandinho!!!

Apenas para ficar claro, na Alemanha é muito comum as pessoas morarem em Wohngemeinschaften, mais conhecidas como WGs, que são iguais às repúblicas brasileiras. O único diferencial é que lá é muuuuito mais comum repúblicas mistas do que aqui. Por exemplo, nosso amigo Luiz morava apenas com uma alemã. Deixo ele contar essa experiência em uma outra oportunidade. Apenas relembrem que ele é panda, logo...

Pois bem, enquanto eu procurava entre ofertas e mais ofertas algum lugar que aceitasse um brasileiro ESTAGIÁRIO (eles implicavam com isso...) pra ficar apenas 6 meses, eis que surge uma possibilidade de dividir o apê com uma alemã. O preço era razoável, a localização tb não era das piores, a menina falava inglês e foi um dos poucos lugares que eu consegui marcar uma visita, pois os outros normalmente já tinham umas 10 pessoas interessadas.... Ficou combinado que eu iria até o lugar no domingo, coincidentemente no fds que o Luiz estava em Stuttgart. Enquanto ele e o Xandinho passeavam pelo centro da cidade (o que pra mim foi esclarecido mais tarde consistiu apenas ver o Schloss e depois ficar deitado na grama...) eu fui até a casa.

Como era conhecida a minha tendência de me atrasar para os meus compromissos (defeito 90% resolvido... por enquanto pelo menos...) eu liguei para a dona da casa dizendo que estava saindo e que levaria uns 20 minutos pra chegar. Acabei me atrasando 3 min, o que está dentro da margem de erro de 5 min e foi um recorde pra mim.

Assim que cheguei no prédio toquei a campainha e nada. Liguei no celular da menina e nada. Toquei a campainha mais uma vez e nada... Campainha... Celular... nada... Depois de mais ou menos uns 10 min nessa rotina e sem nenhuma resposta, ficando "feliz" em esperar e já xingando "pq eu fui ser pontual" de repente surge uma velhinha no último andar (4º andar - lá é muito normal prédio de 3 ou 4 andares) e grita pra mim alguma coisa em alemão. Vale lembrar que eu estava ainda no primeiro mês de Alemanha, o que corresponde a um conhecimento limitadíssimo do idioma.

Olhando com aquela cara de "por favor me ajude" eu virei pra velhinha e soltei, no meu alemão precário "Sind Sie Claudia?" que é algo como "Vc é a Claudia?", a menina com quem eu tinha falado. Ela falou algo como "Claudia blablabla?", o sobrenome bizarro da menina, e eu disse que sim. Feliz por ela ter me entendido e um pouco tenso em pensar que a velhinha fosse a tal "menina", eu não tive muito tempo de pensar, pq em seguida veio uma exurrada de alemão pra cima de mim. Eu consegui entender basicamente "Auto" - carro, "ECG" ou coisa do tipo e vi ela apontando pra rua. Como um bom entendor e já começando a pegar o jeito desse negócio de meia palavra a minha conclusão óbvia foi: "Olhe na rua se o carro com a placa ECG está lá". Sim, era tudo isso mesmo. Eu fui até a rua e disse que o carro tava lá. Ela falou então basicamente que a tal Claudia devia estar em casa.

De repente a velhinha some e a porta do prédio abre. Esperei alguém sair de dentro, mas como não veio ninguém entendi que era pra mim. Entrei e subi até o último andar. Quando chego no topo da escada tá a velhinha tocando a campainha e batendo na porta da vizinha. "Bom, ela não é a Claudia", pensei. A velhinha não teve muito mais sucesso do que eu: Porta, campainha, porta, campainha, nada... Ela disse algo como a Claudia estar com seu amigo, o que mais tarde eu descobri (pra nunca mais esquecer) que a palavra amigo é a mesma para namorado: Freund. Algumas tentativas depois ela disse algo sobre "dormir", o que me levou a conclusão de que a Claudia estava dormindo.

A velhinha então pede pra eu esperar um minuto, entra de volta no próprio apartamento. Eu pensei "poxa, que velhinha simpática, tá tentando me ajudar". Nisso ela volta trazendo na mão uma tampa de pote de maionese. "Nossa o que será que ela vai fazer c..." PÁ PÁ PÁ PÁ!!!! Ela começa a bater na porta com A TAMPA DO POTE DE MAIONESE!!!! Eu, na mesma hora não consegui disfarçar a cara de PÃH! Sério mesmo, isso devia ser alguma técnica usada na 2ª Guerra Mundial ou coisa do tipo! Ela insistiu mais um pouco, tocou a campainha de novo até que de repente a porta abriu... Só que ao invés de sair a Claudia, sai UM NEGÃO!!! "Ai, meu Deus, a Claudia é O Claudia!", pensei.

A boa senhora fala alguma coisa em alemão do tipo, "ele veio ver o quarto". O negão, misteriosamente se escondia um pouco atrás da porta, mas eu achei que fosse só pq tava assustado com a barulheira. Nisso, aparece a tal da Claudia pra falar com a velhinha. Enquanto eu pensava "ufa, é uma mulher mesmo", eu me dou conta de que ela veio abrir a porta ENROLADA EM UM EDREDON! A boa senhora então se despede, eu agradeço e ela vai embora. Eu entro na casa um pouco constrangido com a situação e só pensando "que P&*#@ é essa?". Nisso, o negão volta, vestido (pq eu tenho certeza que ele tava peladão quando abriu a porta) e me cumprimenta. A tal da Claudia, no entanto, continua numa boa enrolada no edredon, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Eu começo a ver o apê totalmente constrangido, quase nem prestando atenção no que tá na minha frente. Passo pelo quarto, cozinha, banheiro, descubro que tem um gato na casa, o que seria muito legal.... depois de uns 10 min mais ou menos eu me dou por satisfeito/saturado de constrangimento e me despeço. Ela pede pra eu ligar na semana pra dizer se eu tinha interesse ou não. Saio do apê o mais rápido possível e de tão passado com o que tinha acontecido só consigo lembrar se no quarto tinha armário ou não uns 20 min depois, quando encontrei o Xandinho e o Luiz jogados na grama do Schlossplatz.

Depois que eu conto a história para os dois, eles rolam na grama de tanto rir. Eu concordo, eu faria a mesma coisa, mas na hora eu ainda tava meio transtornado, principalmente pq aquela poderia ser a minha casa nos próximos 6 meses. Pô, eu tinha ligado pra ela antes de ir pra avisar que eu tava chegando! Não dava pra segurar mais uns 20 minutos!!!! hehehe...
Durante a semana eu liguei pra Claudia pra falar que eu ia ficar com o apê (não tinha nada melhor em vista), mas no primeiro contato eu fiquei sabendo que tinha mais interessados. Uns 2 dias depois eu ligo de novo e ela me fala que não tinha mais o apartamento: "Ah, então vc vai alugar pra outra pessoa?" "Não, não, eu vou sair daqui tb...". ??????? Pq ela tava alugando o apê que ela ia sair??????
Eu sei lá, só sei que no fim das contas acabei encontrando um apê muito melhor em um bairro mais perto do trabalho, sem mulheres enroladas em edredons (só pra constar,a Claudia era gorda...), sem negões abrindo a porta pelados e sem velhinhas com tampa de maionese.... Valeu a aventura...


Abração.

Guga

segunda-feira, 6 de abril de 2009

As três leis básicas da Europa

Este post não se trata de uma história engraçada, e sim uma conclusão após algumas experiências por nós vividas ao longo de nossas viagens. Desta conclusão elaboramos três leis básicas:

1ª Lei - Tudo é seguro: Não importa onde você está, não se preocupe! Você não será roubado, assaltado. Se você deixar sua jaqueta com seu celular e carteira em uma cadeira e for ao banheiro, não se preocupe, quando voltar tudo estará lá.

2ª Lei - Nada suja: Nós, brasileiros, nos preocupamos muito com higiene. Tinhamos que usar mais a lei dos 3seg, 10seg, XXXseg. Enfim, pra que encanar que a mulher que faz seu lanche é a mesma que recebe o dinheiro? Se algo caiu no chão, dê apenas uma sopradinha! Pão e queijo são a prova de bactérias!

3ª Lei - Mulheres não possuem bundas: Está é uma lei que não temos ainda comprovação total. Ainda há discordâncias entre nós. Mas definitivamente quando Deus estava criando o mundo e especialmente as mulheres e seu acessório Ele deve ter espirrado. "Isch! Olha o que fiz! Muita bunda no Brasil e quase nada aqui na Europa... bah! Deixa assim... Já é sexta feira e tô cansado! Um pouquinho de bunda não faz mal a ninguém..." E no sétimo dia Ele descansou! Infelizmente, mesmo após 6 meses no Velho Continente ainda "checávamos" esta qualidade... e nada...

Dito isso, podemos prosseguir com nossos relatos.

Abraços

P1, P2 e P3

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Cannstatter Wassen - Agora vai!

Como dizia no último post, Luiz estava em Stuttgart e essa era nossa última chance com uma Volksfest.

A festa estava bombando, e depois de uma "brasileirada" de Patrick, meu amigo alemão e vizinho, entramos numa tenda não muito grande, nem muito famosa, mas tava muito cheia e a música era muito boa. Todos em pé, em cima dos bancos e mesas, com seus canecões de 1l de cerveja (exceto Guga, que continuava com seu voto de castidade) cantando e dançando loucamente.

Fomos apresentados a alguns amigos de Patrick (não, nenhum deles era o Bob Esponja!=P) e entre eles, uma menina, Vanessa, que queria muito conhecer o cara brasileiro. Uma pena, ela até que era esforçada, e já até pensava em mexer meus pauzinhos, quando Luiz me diz: "Caralho! Ela parece o Wander!". Ai fudeu, não conseguia mais olhar pra mina! Apenas pra ilustrar, segue a foto!

Após algumas cervejas, e algumas voltas, encontro nosso amigo Panda tentando uma aproximação. A mina era barro! Ele vai dizer que não, mas meus caros leitores, a mina para padrões europeus era feia, no Brasil, esforçada. A mina tinha namorado e já tinha deixado bem claro que não ia ceder aos galanteios de nosso amigo Panda. Eu como pessoa que se importa com os sentimentos de seu amigo, cheguei discretamente e disse: "Vaza! Ela tem namorado e você não vai conseguir nada!" E nosso amigo, já cego de amor disse "Eu sei disso, mas eu vou pegar!" e não satisfeito ainda me desafiou "Vou pegar ela e levar pra tua casa! Quer apostar!?" e eu como seu fiel Pandawan, aceitei na hora! " Fechou! Uma Mass que vc não pega!" E com um aperto de mão selamos a aposta e sai.

A festa já estava acabando e Luiz nada tinha feito. Digo, nada de concreto, pois entre seus devaneios, dançou pandelosamente em um ato desesperado de conseguir atenção do seu alvo. Enquanto isso a hora para partirmos se aproximava, até que não dava mais pra esperar, tive que interromper "Bora Luiz! Vamos perder o último trem!" "Cara, vou no ônibus noturno" "Você nem sabe andar por aqui! Vai acabar se perdendo!" "Cara, eu me viro, pode ir!" . E mesmo depois de muito insistir, apenas concordou quando a mina também deu sinais que precisava ir.

Caminhamos juntos até a estação. Luiz ainda tentava. Foi calculado, o trem já estava na plataforma quando chegamos. Eu e Guga pulamos pra dentro do vagão e puxávamos Luiz que implorava desesperadamente para que a mina viesse conosco. Neste momento, meu caro leitor, realize uma cena de cinema, onde um grande amor é separado por um trem. As portas se fechavam enquanto as duas mãos ainda se tocavam... Fim? Quando as portas já estavam fechadas e o trem já estava em movimento, Luiz desabafou: "Ela nem era tão feinha!" disse tentando se justificar "Porra! Eu disse! Mas o que importa é que você me deve uma Mass! O pior é que você nem pegou, senão te dava ate um desconto!" "Ah cara, mas ela pegou meu email. Vou pegar amanhã!" "E você pegou o telefone dela?" "Não" respondeu cabisbaixo "Aposto com você outra Mass que ela não vai nem te escrever!" "Filho da puta!!!" disse indignado.

Chagando em casa, Luiz, como uma criança que espera Papai Noel em noite de Natal, ligou o PC para verificar seu email! Creio que até hoje ele espera por este email! Poor guy!

Abraço

Alexandre

quinta-feira, 19 de março de 2009

O gordinho com ipod

Após a tentativa fracassada durante a Oktoberfest, Luiz se juntou a nós em a Stuttgart na esperança de emplacar em uma Volksfest.

Apenas para aquecer, fomos convidados a uma festa numa república de um brother. A festa prometia. Tinha flyer, patrocínio, DJ, era open bar e "kostenlos". O cara é meu brother!

Chegando a festa, parecia festa de engenharia (lembrando que alimentos não está inclusa nesta categoria). Só cueca! A cerveja, ao menos era gelada, mas não deu nem pro cheiro. O DJ... tsc! Um gordinho branquelo se divertindo com seu ipod! hehehe

E aqui surgiu a lenda do Gordinho com o ipod, que gerava várias risadas quando fomos em festas com "DJ´s"!

Abraço

Alexandre

quarta-feira, 18 de março de 2009

Oktoberfest!


Antes de mais nada, um pouquinho de história, pois a final, Oktoberfest não se trata apenas de uma festa mundialmente conhecida, onde milhões de pessoas se reunem para beber da melhor cerveja, como também uma festa cultural, onde as raizes bávaras são relembradas, pessoas vestidas em Lederhose celebram a cultura germânica... Tá, beleza, no fundo se trata apenas de beber cerveja! =P

Desde 1810, quando a primeira Oktoberfest foi realizada em Munique, não haviam multidões, nem canecos de 1l de cerveja. Inicialmente apenas uma festa para a comemoração do casamento do príncipe herdeiro Luís, mais tarde rei Luís I da Baviera, com a princesa Teresa de Saxe-Hildburghausen, onde todos os moradores de Munique foram convidados. A festa, um sucesso desde aquela época, foi marcada para o ano seguinte e virou tradição. E foi no último final de semana de festa, que fomos provar um pouco desta tradição.

Infelizmente não pudemos provar, o que todos esperavam: um ambiente embreagado em felicidade e cerveja. Depois de fracassar em nossa primeira tentativa no sábado, quando lutamos contra uma multidão sedenta por cultura germânica e morremos "na porta", voltamos no domingo pela manhã. E para não corrermos o mesmo risco do dia anterior, entramos na primeira tenda que avistamos. Todos estavam civilizadamente sentados, bebendo obviamente. Uma bandinha tocava, ao centro. Tinhamos a esperança que isso melhorasse. E que em breve, milhares de mulheres estonteantemente loiras entrassem com seus vestidos discretamente decontados e todos começassem a dançar e pular sobre as mesas, instalando o verdadeiro clima da Oktoberfest que tanto procurávamos. Mas não. Tratava-se do domingo da familia...

Abraço


Alexandre

O Terceiro Elemento

Fala pessoal!

Bom, esse é minha primeira postagem pra finalmente quebrar a hegemonia do Xandinho aqui. Só pra adiantar vou ser mais direto que ele focando nos pontos engraçados e/ou tensos que terminaram em risadas, afinal de contas acho que isso é o mais engraçado de tudo.

Eu cheguei na Alemanha no dia 21 de setembro e fui recepcionado pelo Hélio, um dos engenheiros brasileiros que tb tavam lá. Durante a primeira semana eu fiquei na casa dele, o que foi ótimo para a adaptação inicial, principalmente pq a mãe e a esposa do Hélio tb estavam lá e me ajudaram bastante, considerando que meus conhecimentos de alemão beiravam o ZERO!
Depois dessa primeira semana eu me mudei pra casa do Xandinho e fiquei lá mais 3 semanas! Nesse período eu fiquei procurando casas pra me mudar, mas sem saber alemão e Stuttgart sendo uma cidade universitária a busca foi bem chata e frustrante. Enfim, no final de outubro eu finalmente consegui uma casa e me mudei de novo e dei um pouco de paz pro Xandinho.

Mas no primeiro fds que eu estava morando com o Xandinho nós fomos até a Volksfest, a Oktoberfest de Stuttgart. Chegamos em uma das barracas, entramos e tivemos a primeira impressão do que viria pela frente: pessoas em pé nos bancos com canecas gigantes, uma banda tocando música típica e intercalando com o mais puro rock and roll de qualidade (sim, eles ouvem rock nas festas populares). Pro Xandinho essa não era a primeira vez que ele via tudo aquilo, mas pra mim foi muito bacana pq a ficha demorou muito tempo pra cair quanto a "agora estou na Alemanha pelos próximos 6 meses".

Para surpresa de alguns, eu obviamente experimentei uma das Mass, uma das canecas de 1 L de cerveja tão famosas das festas alemãs. Enquanto eu e o Xandinho dançávamos com nossas caneconas nas mãos (sim, "mãos" pq elas eram pesadas pra caramba...) decidimos dar uma volta pela festa em busca de um banco mais ou menos livre pra entrar no clima completo da festa. Depois que encontramos um bom lugar pra assistir o show da banda eis que surge uma alemã e começa a falar com o Xandinho. Não é que ela convida o meninão pra ir pra mesa dela?!?! Eu, como apêndice, fui junto e fiquei num canto do banco enquanto a "conversa" desenrolava entre os dois. Pelo que me lembro ela não falava inglês muito bem, mas falava espanhol, mas eu não tenho certeza, só sei que os dois ficaram falando um misto de inglês, espanhol e alemão que foi engraçado.

De repente o Alexandre me virra e fala: "Guga, preciso mijar. Fica aqui e segura a menina aqui." Claro, como se eu fosse agarrar a menina e falar (tb na mistureba de alemão, inglês e espanhol) "minha filha, fica aqui que meu amigo já volta!". Como um bom amigo eu fiquei ali do lado da candidata e no máximo dificultei a passagem de qualquer engraçadinho que chegasse perto. Obviamente isso durou apenas uns 5 minutos, pq a lesma do Xandinho resolveu mijar em casa praticamente.

Enquanto eu esperava pelo amigo de bexiga pequena duas coisas aconteceram: eu comecei a ficar com vontade de ir no banheiro e a menina começou a falar com um cara "X" (que não o Xandinho... tá desculpa...). 10 minutos depois e nada do Xandinho aparecer... A menina falando com o tal cara, eu apertado e com cara de bobo no meio de um monte de gente que eu não conhecia. Até que finalmente a mocinha voltou do banheiro, mas daí já era tarde. A alemã já tava pegando outro cara.

Eu fui no banheiro e quando voltei tava o Xandinho lá falando com a menina de novo. Eu comecei a pensar "Putz, o Xandinho quer mesmo insistir nisso?". Quando ele viu que eu tinha voltado veio falar comigo e começou a reclamar da menina, além claro de me culpar por não ter feito nada enquanto ele tinha ido ao banheiro.

Pra encurtar a história, até nós irmos embora, ele conversou mais um pouco com a alemã, não pegou e ela ainda pegou outro cara!!!! A dúvida que ficou sem resposta após ELA ter chegado no Xandinho é: ela não gostou de falar com um brasileiro ou o Xandinho foi panda na sua primeira atuação? Bom, acho que não foi tão sem resposta assim, né?


Até mais!

Guga