quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O que francês tem mais...

Naquela mesma noite, enquanto caminhávamos procurando por "agito", fomos parados por um casal de franceses. Aquele jeitinho irritante e aquele sotaque nojento, que desgraça! Pediam direções para um bar/balada. Tomas, olhou no mapinha que os franceses tinham em mãos e com toda propriedade, orientou-os. "Duas ruas a direita, depois a esquerda, segue em frente e depois que passar tal lugar vira a esquerda". Os franceses agradeceram e partiram. Curiosos, perguntamos ao Tomas como ele sabia onde ficava o lugar. "Cara, sei porra nenhuma! Francês tem mais é que se foder mesmo!". E continuamos nossa procura...

Abraço

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ovelha Negra

Durante o planejamento do mochilão, prezamos por um maior conforto para o Reveillon e ficamos em quartos individuais.

Já devidamente instalados, esperávamos por Tomas, amigo de Luiz que chegava da Alemanha para passar o Reveillon conosco. Enquanto esperávamos, tentamos nos familiarizar com a galera do hostel. Aos poucos fomos descobrindo que estávamos infiltrados em uma grande colônia brasileira! Todos no hostel eram brasileiros! Desde os atendentes, muito "gente boas", até os hóspedes.

Assim que Tomas chegou começamos agitar para sair. Sim, estávamos cansados da viagem, mas era sexta-feira e estávamos em Barcelona!!! Tentamos arrebanhar pessoas do hostel para esta empreitada, mas aparentemente eles não gostaram muito da idéia de interagir com estranhos recém chegados.

Seguimos assim sozinhos. Destino: Las Ramblas, Bar Ovelha Negra! As ruas estavam movimentadas e pairava no ar aquele burburinho de sexta-feira. Chegamos ao bar. Pouca luz, uma decoração do tipo "taberna", muita gente bonita, um ambiente peculiar e sem música. Pedimos a bebida típica local, sangria, uma mistura de suco de laranja e vinho bem gelado, e esperamos por música. Nada. Saímos então para rua a procura de "agito". Acabamos entrando numa balada, bebemos uma cerveja, ouvimos um pouco de música (finalmente!) e voltamos para o hostel.


O dia seguinte prometia!

Abraço

sábado, 7 de novembro de 2009

Atravessando a fronteira

Narrarei aqui o calvário que foi nossa chagada a Barcelona. Como descrito no post "Contratempos", o sistema ferroviário da França e Espanha estavam em greve, deixando nosso destino um tanto quanto incerto. Poderíamos ou não conseguir chagar a Barcelona a tempo do Reveillon.

Pegamos um trem que nos levou até a primeira cidade espanhola depois da fronteira com a França. Foram 3 trens até a fronteira. E aqui vivenciamos como os imigrantes sofrem com a fiscalização. O trem foi parado e policiais e agentes alfandegários fiscalizaram o trem. Já na estação na cidade espanhola, mais uma fiscalização, esta feita individual e de forma muito rigorosa. Como alguns devem saber, brasileiros não são muito bem vindos na Espanha devido ao grande número de imigrantes brasileiros ilegais que este pais possui. Ao ver meu passaporte brasileiro, o fiscal fechou o semblante e perguntou: "Brasileiro?" Mas bastou ele ver o visto de permanência na Alemanha que a situação foi resolvida. Estranho não!? Uma vez que estávamos na UE teoricamente isso não deveria acontecer...

Conseguimos enfim chegar a Espanha. Mas como chegaríamos a Barcelona? Um trem, que mais pareceia uma lata de sardinha com rodas, partiria dentro de duas horas e nos levaria ao nosso destino. Nosso cronograma não sairia tão prejudicado depois de tudo! E mais uma longa viagem até Barcelona, em um trem nada confortável.

Enfim chegamos a Barcelona. Mas qual seria a estação que devemos parar? Usando nosso mais belo e porco espanhol obtivemos uma informação não muito precisa. A cada parada do trem (que parou infinitas vezes) olhávamos aflitos pela janela para verificar a estação. Percebendo nossa aflição, um casal de velhinhos nos tranquilizou: nos levariam até a estação central. Mesmo assim, após uma pequena confusão (descemos em uma estação e entramos em seguida no trem que já estava na outra plataforma que lógicamente não era nosso trem) o simpático casal nos levou guiou até uma estação de metro ajudando-nos ainda a comprar os tickets e explicando-nos exatamente o caminho que deveríamos fazer. A partir daí, chegamos ao hostel sem grandes problemas...

Enfim um pouquinho de sorte!

Abraço


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Objetos estranhos!

Estavamos praticamente no meio de nosso mochilão e como o planejado aproveitaríamos os serviços do hostel para lavar as roupas sujas. Juntamos as roupas em um cesto e logo pela manhã deixamos na recpção para que fossem lavadas enquanto conhecíamos os arredores. Ao fim do dia, voltamos ao hostel e enquanto estava no banheiro, Luiz separava as roupas já limpas. Luiz: "Alexandre, tem uma parada aqui que tenho certeza que não é minha e creio não ser sua também. Se for, ou você é muito viado ou está realmente muito necessitado!". Uma calcinha. Mas não das comuns, tipo menina comportada ou tipo da vovó (desagradável =P) era um micro fio dental branco!


Como era possível alguém caber naquela coisa! Imagine a situação ao explicar este fato à recepcionista...

Abraço

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Contratempos

Voltando ao mochilão...

Já sabíamos que não haveria trens noturnos de Veneza para Nice, como planejávamos. Sem grandes problemas conseguimos mais uma noite no hostel onde estávamos e pegaríamos o primeiro trem para Nice as 6h. Até ai, sem problemas... desde que o trem chegasse no horário marcado! 10 min, 20 min e nada. A estação estava totalmente vazia. O trem havia sido cancelado. Esperamos por um tempo até que um trem chegou. Perguntamos o que deveríamos fazer, pois nossas reservas não adiantavam para outro trem. Fomos orientados (gambiarra master) a pegar aquele trem, ir até Milão e de lá pegar o trem para Nice.

Após 12 horas de viagem, desembarcamos em Nice. Aproveitando que já estávamos na estação, procuramos nos informar sobre nosso próximo trecho até Barcelona. A estação estava muito agitada. Todos os guichês com filas longas. Algo ruim estava acontencendo. Estavam em greve. França e Espanha. Não haviam trens. Eles não podiam garantir os horários do sistema ferroviário da Espanha. Só conseguiríamos chegar até a fronteira e de lá saberíamos se haveria trem ou não. E esta foi a melhor/única solução que conseguimos.

Se tudo deu certo... veremos!

Abraço

sábado, 24 de outubro de 2009

Mais idiotices!

Ainda lembrando coisas que deveríamos ter postado e esquecemos e continuando a onda de idiotices que fizemos...

Em Berlim ha um monumento chamado "Siegssäulee" ou "Coluna da Vitória", construído em 1873 em comemoração a vitória do então reinado da Prússia contra Austria, Dinamarca e França, que possui 66 metros de altura e em seu topo uma estátua de Bronze de Vitória, deusa da vitória militar. Embalados pela música tema de "Rocky", na voz de Luiz, e em alusão a uma das cenas clássicas deste filme que relata sua carreira vitoriosa, fizemos mais esta idiotice...



Abraço

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Idiotices a parte

Conversando esta semana com Guga percebi que havia esquecido alguns fatos engraçados que aconteceram em nossas primeiras viagens, quando ainda confiávamos em nossas memórias para relatar os fatos posteriormente. Este é um deles.

Em Berlim, a caminho do hostel, depois de um dia cansativo, decidimos correr no meio do povo. Mas não uma corrida normal, mas sim como a Phoebe do seriado Friends o_O' .

E gravamos isso...




Abraço

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Veneza à vaporeto

Tínhamos apenas 1 dia na cidade mais romântica do mundo. Eu e Luiz sozinhos. Mais bixa que isso só se nos hospedássemos em um hostel gay.... né Taka e Fejão!?

Mas enfim, logo pela manhã tivemos que tomar uma grande decisão que acarretaria na história deste post. Valia a pena comprar o ticket diário, ou seria melhor comprar passagens individuais e realizar mais percursos a pé? Luiz insistia na idéia de ticket diário, pois veríamos as outras ilhas e a cidade vista do mar. Eu discordava. Para não separar o "grupo", acabamos pegando o ticket diário mesmo.


O principal meio de transporte em Veneza, além das tradicionais gondolas (50€ wtf!) são os vaporetos, como onibus aquático. Passamos o dia nas principais ilhas e ao final da tarde aproveitamos a vantagem do ticket diário e fomos às ilhas mais distantes. Entramos no vaporeto e navegamos em alto mar. O sol se punha, e o barco oscilava com o bater das ondas. Cinco minutos foram suficientes para que apagássemos. Dormimos como bebês! Na parada final descemos. Já era noite. Não havia nada na ilha para ser feito. Esperamos o vaporeto que nos levaria de volta tomando um café ao estilo "cult". Uma hora e meia depois estávamos de volta ao centro de Veneza, após um passeio de mais de 3 horas de vaporeto que aproveitamos dormindo! Mais um super-investimento!

Abraço

Alexandre

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O mistério da porta

Na viagem Florença-Veneza pegamos um trem direto, sem grandes complicações. Ou ao menos era o que esperávamos. Luiz certo que deveríamos na última parada, Veneza Mestre, nem sequer se preocupou quando passamos pela estação Veneza Sta. Lucia. Assim que o trem retomou viagem: "Então, era lá!" Já tinham me avisado de não deixar Luiz como o cara responsável por mapas, mas eu também não era muito confiável. "Merda!" Chegando na parada final, por sorte, conseguimos pegar o último trem partia em direção a Veneza Sta. Lucia. Ótimo! Ao menos não teríamos que procurar um ATM para dormir!

Entramos no trem e ficamos no corredor mesmo. Porém uma das portas estava quebrada e para não arriscar que a plataforma de desembarque coincidisse com esta porta, mudamos de vagão. E eis que surge outra grande dificuldade em nosso caminho: a porta. Tentamos de todas as maneiras possíveis abrí-la. Puxamos, empurramos, procuramos por sensores, botões e nada. Falamos "Mellon" (élfico para amigo - momento TLOTR =P) e outras palavras mágicas e a porta continuou fechada. A estação de parada se aproximava e começávamos a entrar em desespero. Largamos as bagagens e partimos pra força bruta. Do outro lado da porta, duas menininhas de aproximadamente 10 anos assistiam à cena e riam. Depois de perceber nosso desespero e de se divertirem o suficiente, uma das meninas se aproximou tranquilamente da porta e pressionando um simples botão, que sinceramente estava camuflado por algum tipo de magia negra, nos libertou.

Humilhados e derrotados desembarcamos finalmente em Veneza.

Abraço

Alexandre

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Florença em 3 horas

Ao final do 4º dia em Roma, não tinhamos mais nada muito importante pra visitar. Nossa próxima parada era Veneza onde deveríamos chegar a noite. Tinhamos a opção de enrrolar em Roma, ir para Florença ou ainda para Piza. Não aguentávamos mais Roma, Piza só tem uma torre que prova a incompetência de alguns engenheiros, logo acabamos escolhendo uma breve visita a Florença.

Chegamos em Florença por volta da hora do almoço e após um saudável Mc'Donalds, tivemos o primeiro contra-tempo: não haviam mais trens noturnos entre Veneza e Nice, nossa próxima parada, ou seja, perderíamos um dia para fazer este trecho. Sem muito o que fazer partimos para uma caminhada pelos arredores. Tínhamos 6 horas para visitar a cidade e voltar a estação para pegar o trem para Veneza. Catedral (Duomo) , palácio, pontes, ruas, enfim, todos os principais pontos foram visitados... em 3 horas!



Restavam 3 horas de espera. Buscamos desesperadamente por um Starbucks, onde pudessemos tomar um café e enrrolar estas 3 horas. Estávamos na Itália, país conhecido pela qualidade de seus cafés (produzidos aqui, mas enfim), onde a existência de um Starbucks seria uma ofença. Conclusão: não havia Starbucks. Acabamos em um aconchegante Café/Pub com ótima música.


Florença: checked!

Abraço

Alexandre