quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Máquina do Tempo

Chegamos a Praga no início da noite e nada melhor pra começar que uma baladinha! Acabamos entrando em um bar meio "underground" com música ao vivo. E foi aqui, encostados no balcão do bar que, enquanto aguardávamos nossas bebidas, notamos duas figuras que se destacavam do restante (obviamente além de nós mesmos!). Eram dois amigos, um mais alto e magro segurando sua cerveja com o braço flexionado a 90º junto ao corpo, arriscando alguns "passos" de dança, e o segundo mais baixo, meio gordinho, com pequenas falhas no cabelo, totalmente estático segurando sua cerveja com o braço casualmente solto. Eles estavam em nossa "posição padrão" em baladas! Ao observar um pouco mais a dupla, percebemos que tinham até o mesmo padrão em "xavecar" e o comportamento panda! Nada mais eram que nossas versões mais velhas...


Abraço

Alexandre

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Mochilão - O Início

Muitos foram os planos, horas foram gastas, infinitos roteiros foram pensados e "simulados" e no final tudo estava devidamente planejado. No dia 19 de dezembro partimos para um mochilão de 23 dias começando em Praga e terminando em Porto, passando por Roma, Veneza, Nice, Barcelona, Sevilla e Lisboa.

Infelizmente Guga não pôde nos acompanhar pois seus pais viriam para passar o Natal e o Ano Novo com ele. Então partimos Luiz e eu, Panda e Pandawan pela Europa! E nada como um videozinho para começar...




Abraço

Alexandre

Pagando Pecados

Já nos aproximávamos do Natal e as feiras típicas da época pipocavam por todas as cidades. Em Nuremberg estava a maior e mais famosa. Também conhecida por seu importante papel durante o período nazista sendo sede oficial do partido, Nuremberg, ao fim da guerra, foi palco do famoso Tribunal de Nuremberg, onde os generais nazistas foram julgados por seus crimes.E lá fomos nós. Eu e Guga juntamente com mais dois colegas: Kalil, brasileiro e Gunawan um indonésio, ambos estagiários na Bosch.


É engraçado como vamos conhecendo as pessoas ao passar do tempo e como este processo é acelerado quando estamos viajando. Ainda não mencionei aqui uma façanha do nosso amigo Guga: adora museus. Não bastando isso ele consegue tranquilamente gastar 3 horas em qualquer exposição. Outro fato advém do meu colega Gunawan, que embora indonésio, parecia um japonês. E como é de conhecimento de todos, japoneses adoram tirar fotos. E Gunawan não era diferente. Ele parava de 2 em 2 minutos para tirar foto. E não era apenas uma foto rápida. Ele praticamente fazia um "book" em cada 2 minutos. Agora, coloque os dois juntos. Guga que adora museus, e o Japa que adora tirar fotos dentro de um museu. Agora considere que quem os acompanhava não suportava mais ver museus, e que quando necessário, devido a importência do museu, entrava para apenas caminhar por seus corredores, parando em alguns momentos para breves observações. Este era eu. O palco era o Centro de Documentação no Complexo do Congresso do Partido Nacionalista. Foi torturante!!!

Resultado, chegamos em Nuremberg as 13h, almoçamos e fomos direto ao museu. Saimos de lá as 17h, já noite, para conhecermos a cidade e sua feira de natal, que inicialmente era nosso objetivo!


Abraço

Alexandre

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Cair e levantar - Parte 2

O problema não era apenas descer mas também subir. Havia pequenos teleféricos que nos arrastavam montanha a cima. Mais uma vez, parecia uma tarefa simples e após alguns minutos de observação tentamos. Caímos e não apenas uma vez. Luiz caiu duas vezes e na terceira tentativa subiu metade, foi arrastado pela bunda mais um pedaço e subiu o restante a pé mesmo. Guga se deu bem e subiu de primeira. Eu, Alexandre, penei para subir. Cai três vezes e na quarta subi metade, o restante foi a pé mesmo. No vídeo abaixo, Guga se diverte narrando nossa tragédia:



O mais incrível de tudo isso era ver crianças que mal sairam das fraldas dando show de habilidade...

Abraço

Alexandre

Cair e levantar - Parte 1

(Este post terá dois vídeos, e por problemas técnicos será dividido em duas partes, cada um com um vídeo)

Nossa experiência com neve ainda não havia terminado, a categoria esportes de neve ainda não havia sido preenchida. E lá fomos nós, nas proximidades de Munique, completar esta lista. Luiz havia esquematizado tudo: sairíamos bem cedo de Munique, passaríamos o dia na estação de esqui e voltaríamos no fim da tarde.


Estávamos bem equipados: agasalhados com roupas impermeáveis, luvas, óculos e até capacete (uma pena que não serviu de muita coisa pois não existia tamanho "cabeça do Luiz"). Acabamos por escolher snowboard. Parecia mais fácil... parecia. Como bons auto-didatas, não contratamos o treinamento e arriscamos por nossa própria conta. Caímos e não foi pouco, o suficiente para que ao fim do dia não sabermos da existência de nossas bundas. Não sabiamos como virar, como parar e muito menos como ficar em pé! A mais pequena colina era um desafio mortal não só para nós mas para as pessoas ao nosso redor!



(Continua)

Neve, vinho e música - Parte 3 Final

Depois de uma ótima noite de sono e um completo café da manhã, saimos para uma caminhada. Eu, particularmente, estava bem "estragado" da noite anterior e meu preparo físico um lixo. Subimos até o topo de uma montanha e no caminho quase morri. Obviamente durante o caminho ocorreram inúmeras guerras de neve, montinhos e até "anjinhos".

Ao voltarmos, enquanto Luiz e Helmut preparavam o almoço, eu, Guga e Patrick contruímos um tradicional boneco de neve. Tinhamos que passar por aquilo para completar os cliches de uma experiência com neve. E posso dizer uma coisa: é bem divertido mas cansa muito!!!


Já cansados, mais uma vez tivemos uma grande refeição. Desta vez Spätzle (como um macarrão) com lentilhas e a tradicional salsicha. Já em ritmo de fim de domingo, arrumamos nossas coisas e voltamos para casa felizes. As expectativas de um fim de semana "miado" foram substituídas por agradáveis lembranças de um fim de semana entre amigos!


Abraço

Alexandre

terça-feira, 21 de julho de 2009

Neve, vinho e música - Parte 2

Assim que chegamos e nos acomodamos, corremos para aproveitar as últimas horas de sol e fomos caminhar pela redondeza. Era nosso primeiro contato real com neve em abundância. Muitos quasi-tombos e muita guerra de neve.


Vale lembrar um ocorrido. Em um local a neve estava tão compactada que formava uma fina camada de gelo bem liso:
Luiz: "Tomem cuidado! Aqui o chão está congelado!"
Alexandre: "Onde? Aqui!?" WUSH PA caiu de bunda na neve...

Terminda a caminhada, fomos até a civilização comprar mantimentos para o fim de semana e também aproveitamos para dar uma volta na cidade que estava agitada devido a uma feira de natal, típica daquele período do ano.


Após um agradável Gluhwein (quase um vinho quente, porém sem frutas e não doce) que nos aqueceu daquele anoitecer congelante e um delicioso waffle (com a atendente mais gata da história das vendedoras de waffle) voltamos para as montanhas.

Enquanto tomávamos banho, o jantar foi preparado. Um saborosíssimo Maltasche, uma espécie de ravioli gigante recheado de carne de porco, cozido em uma água temperada coberta por cebolas fritas e consumido com salada de batata. Uma refeição típica Schwäbisch. Ao fim do jantar, Patrick pegou seu violão, Helmut abriu alguns bons vinhos e iniciamos a "noite". Bebemos muito, conversamos e cantamos até as 3 da manhã, variando de clássicos como os Beatles até músicas brasileiras e alemãs. Uma noite muito divertida, para ficar na memória!




(Continua...)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Neve, vinho e música - Parte 1

Ha muito tempo Patrick comentava que tínhamos que passar um final de semana na casa de um amigo dele que ficava à beira do lago Konstanz e ao pés dos Alpes. Porém devido ao cronograma apertado que tínhamos elaborado, não houveram muitas oportunidades. Até que uma brecha surgiu e combinamos de passar o fim de semana nesta casa. Luiz e Guga também foram convidados.

De início tivemos um certo receio com relação a esta viagem. Um amigo, mais velho, e 4 jovens afastados da civilização, encrustados no interior da Alemanha, longe de centros urbanos e suas "facilidades". Luiz até pensou em desistir. Eu não podia, pois Patrick era meu amigo e ha muito insistia com esta viagem.

E lá fomos nós, em um sábado de manhã as 8h45. Logo de cara, conhecemos O Amigo. Helmut, um senhor de 50 anos, cabelos brancos, bigodão e bem gordinho. Aparentemente não falava inglês. Este fato deixou nossas expectativas mais tensas com relação ao grau de diversão que teríamos. Durante todo o caminho o carro ficou dividido em dois: os alemães e os brasileiros. As tentativas de iniciar uma discussão que envolvesse os dois lados foram todas em vão.

Depois de 2 horas de viagem na famosa AutoBahn fizemos uma pequena pausa e aqui as coisas começaram a mudar. Helmut começou a "arranhar" um inglês, que segundo ele não falava muito bem, e não paramos mais. Caminhamos pelas ruas de Lindau, e paramos em um restaurante/padaria para almoçar, onde comemos um delicioso Leberkäse com mostarda e Pretzel e uma caneca generosa da melhor bebida local: Coca Cola =P. Simplesmente fantástico!



Prosseguimos viagem. Depois de mais 1 hora, desta vez em pistas simples, cobertas de neve, contornando as montanhas no meio da floresta, chegamos ao chalé. O local era sensacional! Da sala de jantar tinhamos vista para o Lago e no "quintal" os alpes.


Era apenas o começo de uma das melhores viagens...

(Continua...)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O alemão gago em Paris

Esta foi uma viagem que fiz sozinho. Luiz já tinha passado uma semana em Paris e Guga já tinha planos de visitar a cidade com seus pais no fim do ano. Então, lá fui eu, sozinho para a tão falada Paris!

Muitos, sabendo desta minha empreitada apostavam em quanto eu me daria mal. Era unanimidade que me daria mal, a questão era quantas vezes em quão mal isso seria. Eu, sozinho, num país estranho, que têm horror a falar inglês e matam quem fala alemão. Havia fatores suficientes para dar merda. Eu mesmo já estava preparado para esta possibilidade!



Logo que cheguei ao hostel tentei me enturmar com a única pessoa do quarto.
Eu: "Opa! Beleza? Meu nome é Alexandre!"
Cara: "Opa, prazer! Meu nome é Schultz, sou alemão. E vc?"
Eu: "Caralho, vc é da Alemanha. Moro lá!"
Cara: "@$#¨¨$#%&&#%$¨#$&#$&%¨$&)(*&¨%$#$@$!" - disse em alemão.
Eu: "Calma cara, meu alemão é precário" e enquanto arrumava minha mala perguntei "De onde na Alemanha você é?" em alemão mesmo.
Cara: "Eeeeeeeeeeeeeu sssssssssssssso ssssssssssooouuu ddddddddd"

Ao ouvir estes "grunidos", preocupado, pois o cara pareceia engasgado olhei de volta para ele. O cara tava totalmente travado! Um alemão gago tentando falar comigo!!! Deus! Nem desenhando eu entedendia alemão, e um gago tava no meu quarto! Depois deste contato meus contatos com ele foram limitados a "Bom dia".

Do restante, nada de especial aconteceu. Acabei contrariando as expectativas e nenhuma merda aconteceu! Voltei são e salvo a Stuttgart depois de 4 dias.

Abraço

Alexandre

sábado, 27 de junho de 2009

Finalmente Japonês!

Desde que havíamos chegado, a esperança de vermos neve pela primeira vez era muito grande, pois a final estávamos no final do outono e as temperaturas por lá já estavam bem frias! E no segundo dia, nevou. Eu e Guga ficamos maravilhados! Do nada a chuva começou a cair mais devagar e o barulho havia sessado. Foi incrível! Infelizmente, ou felizmente, não nevou o suficiente para que a neve acumulasse nas ruas, mas o bastante para ficarmos encantados com a paisagem.





Neste dia também, durante mais uma busca por alimentação saudável, encontramos algo que procurávamos em todos os lugares que já havíamos passado: restaurante japonês "coma até morrer"! E o melhor, um preço bem acessível! Infelizmente estava fechado, o que não nos impedia de voltar para o jantar. Continuamos nossa programação, que agora incluia o jantar naquele restaurante.

Já era noite ( o que não quer dizer que era tarde), por volta das 17h, quando terminamos nosso passeio. Fomos então a caminho do restaurante, verificar se estava aberto e se realmente era o que pensávamos. Graças a Deus, estava aberto e era exatamente o que procurávamos. Entramos nos acomodamos e comemos. Comemos muito. Paramos um pouquinho. Voltamos a comer. Conversamos. E comemos... Este ciclo se repetiu inúmeras vezes e 4 horas depois, satisfeitos e felizes saimos do restaurante. Foi simplesmente sensacional!

Uma das poucas vezes que comemos bem em todas as nossas viagens!

Abraço

Alexandre