A viagem para Estocolmo teve um número recorde de fatos que necessitam ser publicadas não só pelo humor da situação mas também pelo caráter inusitado dos mesmos. As histórias, independentes entre si, serão divididas em 4 partes.
Tudo começou ainda na Alemanha, enquanto estavamos a caminho do aeroporto. Partiríamos do aeroporto de Baden-Baden, pois afinal de contas, para pagarmos 25€ nas passagens ida e volta pra Suécia, terímos que utilizar aeroportos secundários e a Ryanair. Até ai sem problemas. Tivemos a compania de outros integrantes nesta viagem: Gabriel e Luigi, dois curitibanos, estagiários da Bosch que também moravam em Stuttgart.
O planejamento era pegarmos o trem saindo de Stuttgart e fazendo apenas duas trocas, com boas folgas de tempo. Porém, devido a contratempos, tivemos que pegar o trem seguinte, levando-nos a fazer 4 conexões com o tempo bem apertado. Até a segunda conexão tudo corria bem até que ao pegarmos a terceira conexão que com o trem lotado, problemas com as portas automáticas impediam que o trem partisse, atrasando em 15 preciosos minutos. Tal atraso prejudicaria a última conexão, um ônibus local. Se perdessemos aquele ônibus, teríamos que pegar um taxi onde gastaríamos mais que nossas passagens para Estocolmo! A situação estava tensa.
Para melhor entenderem a situação que se prosseguirá, caros leitores, tenham em mente que na Alemanha é totalmente natural que jornais estampem em sua primeira página fotos de mulheres totalmente nuas. Dito isso, durante a viagem, para quebrar um pouco a tensão que reinava, comentávamos sobre o jornal de um cidadão ao nosso lado. "Caramba! Que mulher gata!" "Verdade, que peitos hein!" eram os comentários. Até que alguém solta a pérola: "Pena que não tá mostrando a bucetinha!" e eis que logo em seguida um rapaz sentado logo atrás de nós vira em nossa direção e diz: "Por favor pessoal, mais respeito com minha namorada!" Após o susto inicial, rimos "que nem uma porca"! Quais eram as chances!?
Ao chegarmos, atrasados em 5 minutos, ao ponto de nossa última troca, onde pegaríamos o ônibus que nos levaria ao aeroporto, deparamos com o ponto vazio. O ônibus havia partido. O desânimo já nos abatia quando surge, do além, um ônibus. O nosso ônibus! Era um milagre! Ironicamente, no país da pontualidade, o ônibus atrasara pontualmente em relação ao trem! Daí em diante, nenhum imprevisto aconteceu. Partimos para Estocolmo, onde as mais maravilhosas loiras, tenras, com brancura intocada, nuas de biquíni, nos esperavam...

Abraço
Alexandre