segunda-feira, 27 de julho de 2009

Neve, vinho e música - Parte 3 Final

Depois de uma ótima noite de sono e um completo café da manhã, saimos para uma caminhada. Eu, particularmente, estava bem "estragado" da noite anterior e meu preparo físico um lixo. Subimos até o topo de uma montanha e no caminho quase morri. Obviamente durante o caminho ocorreram inúmeras guerras de neve, montinhos e até "anjinhos".

Ao voltarmos, enquanto Luiz e Helmut preparavam o almoço, eu, Guga e Patrick contruímos um tradicional boneco de neve. Tinhamos que passar por aquilo para completar os cliches de uma experiência com neve. E posso dizer uma coisa: é bem divertido mas cansa muito!!!


Já cansados, mais uma vez tivemos uma grande refeição. Desta vez Spätzle (como um macarrão) com lentilhas e a tradicional salsicha. Já em ritmo de fim de domingo, arrumamos nossas coisas e voltamos para casa felizes. As expectativas de um fim de semana "miado" foram substituídas por agradáveis lembranças de um fim de semana entre amigos!


Abraço

Alexandre

terça-feira, 21 de julho de 2009

Neve, vinho e música - Parte 2

Assim que chegamos e nos acomodamos, corremos para aproveitar as últimas horas de sol e fomos caminhar pela redondeza. Era nosso primeiro contato real com neve em abundância. Muitos quasi-tombos e muita guerra de neve.


Vale lembrar um ocorrido. Em um local a neve estava tão compactada que formava uma fina camada de gelo bem liso:
Luiz: "Tomem cuidado! Aqui o chão está congelado!"
Alexandre: "Onde? Aqui!?" WUSH PA caiu de bunda na neve...

Terminda a caminhada, fomos até a civilização comprar mantimentos para o fim de semana e também aproveitamos para dar uma volta na cidade que estava agitada devido a uma feira de natal, típica daquele período do ano.


Após um agradável Gluhwein (quase um vinho quente, porém sem frutas e não doce) que nos aqueceu daquele anoitecer congelante e um delicioso waffle (com a atendente mais gata da história das vendedoras de waffle) voltamos para as montanhas.

Enquanto tomávamos banho, o jantar foi preparado. Um saborosíssimo Maltasche, uma espécie de ravioli gigante recheado de carne de porco, cozido em uma água temperada coberta por cebolas fritas e consumido com salada de batata. Uma refeição típica Schwäbisch. Ao fim do jantar, Patrick pegou seu violão, Helmut abriu alguns bons vinhos e iniciamos a "noite". Bebemos muito, conversamos e cantamos até as 3 da manhã, variando de clássicos como os Beatles até músicas brasileiras e alemãs. Uma noite muito divertida, para ficar na memória!




(Continua...)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Neve, vinho e música - Parte 1

Ha muito tempo Patrick comentava que tínhamos que passar um final de semana na casa de um amigo dele que ficava à beira do lago Konstanz e ao pés dos Alpes. Porém devido ao cronograma apertado que tínhamos elaborado, não houveram muitas oportunidades. Até que uma brecha surgiu e combinamos de passar o fim de semana nesta casa. Luiz e Guga também foram convidados.

De início tivemos um certo receio com relação a esta viagem. Um amigo, mais velho, e 4 jovens afastados da civilização, encrustados no interior da Alemanha, longe de centros urbanos e suas "facilidades". Luiz até pensou em desistir. Eu não podia, pois Patrick era meu amigo e ha muito insistia com esta viagem.

E lá fomos nós, em um sábado de manhã as 8h45. Logo de cara, conhecemos O Amigo. Helmut, um senhor de 50 anos, cabelos brancos, bigodão e bem gordinho. Aparentemente não falava inglês. Este fato deixou nossas expectativas mais tensas com relação ao grau de diversão que teríamos. Durante todo o caminho o carro ficou dividido em dois: os alemães e os brasileiros. As tentativas de iniciar uma discussão que envolvesse os dois lados foram todas em vão.

Depois de 2 horas de viagem na famosa AutoBahn fizemos uma pequena pausa e aqui as coisas começaram a mudar. Helmut começou a "arranhar" um inglês, que segundo ele não falava muito bem, e não paramos mais. Caminhamos pelas ruas de Lindau, e paramos em um restaurante/padaria para almoçar, onde comemos um delicioso Leberkäse com mostarda e Pretzel e uma caneca generosa da melhor bebida local: Coca Cola =P. Simplesmente fantástico!



Prosseguimos viagem. Depois de mais 1 hora, desta vez em pistas simples, cobertas de neve, contornando as montanhas no meio da floresta, chegamos ao chalé. O local era sensacional! Da sala de jantar tinhamos vista para o Lago e no "quintal" os alpes.


Era apenas o começo de uma das melhores viagens...

(Continua...)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O alemão gago em Paris

Esta foi uma viagem que fiz sozinho. Luiz já tinha passado uma semana em Paris e Guga já tinha planos de visitar a cidade com seus pais no fim do ano. Então, lá fui eu, sozinho para a tão falada Paris!

Muitos, sabendo desta minha empreitada apostavam em quanto eu me daria mal. Era unanimidade que me daria mal, a questão era quantas vezes em quão mal isso seria. Eu, sozinho, num país estranho, que têm horror a falar inglês e matam quem fala alemão. Havia fatores suficientes para dar merda. Eu mesmo já estava preparado para esta possibilidade!



Logo que cheguei ao hostel tentei me enturmar com a única pessoa do quarto.
Eu: "Opa! Beleza? Meu nome é Alexandre!"
Cara: "Opa, prazer! Meu nome é Schultz, sou alemão. E vc?"
Eu: "Caralho, vc é da Alemanha. Moro lá!"
Cara: "@$#¨¨$#%&&#%$¨#$&#$&%¨$&)(*&¨%$#$@$!" - disse em alemão.
Eu: "Calma cara, meu alemão é precário" e enquanto arrumava minha mala perguntei "De onde na Alemanha você é?" em alemão mesmo.
Cara: "Eeeeeeeeeeeeeu sssssssssssssso ssssssssssooouuu ddddddddd"

Ao ouvir estes "grunidos", preocupado, pois o cara pareceia engasgado olhei de volta para ele. O cara tava totalmente travado! Um alemão gago tentando falar comigo!!! Deus! Nem desenhando eu entedendia alemão, e um gago tava no meu quarto! Depois deste contato meus contatos com ele foram limitados a "Bom dia".

Do restante, nada de especial aconteceu. Acabei contrariando as expectativas e nenhuma merda aconteceu! Voltei são e salvo a Stuttgart depois de 4 dias.

Abraço

Alexandre

sábado, 27 de junho de 2009

Finalmente Japonês!

Desde que havíamos chegado, a esperança de vermos neve pela primeira vez era muito grande, pois a final estávamos no final do outono e as temperaturas por lá já estavam bem frias! E no segundo dia, nevou. Eu e Guga ficamos maravilhados! Do nada a chuva começou a cair mais devagar e o barulho havia sessado. Foi incrível! Infelizmente, ou felizmente, não nevou o suficiente para que a neve acumulasse nas ruas, mas o bastante para ficarmos encantados com a paisagem.





Neste dia também, durante mais uma busca por alimentação saudável, encontramos algo que procurávamos em todos os lugares que já havíamos passado: restaurante japonês "coma até morrer"! E o melhor, um preço bem acessível! Infelizmente estava fechado, o que não nos impedia de voltar para o jantar. Continuamos nossa programação, que agora incluia o jantar naquele restaurante.

Já era noite ( o que não quer dizer que era tarde), por volta das 17h, quando terminamos nosso passeio. Fomos então a caminho do restaurante, verificar se estava aberto e se realmente era o que pensávamos. Graças a Deus, estava aberto e era exatamente o que procurávamos. Entramos nos acomodamos e comemos. Comemos muito. Paramos um pouquinho. Voltamos a comer. Conversamos. E comemos... Este ciclo se repetiu inúmeras vezes e 4 horas depois, satisfeitos e felizes saimos do restaurante. Foi simplesmente sensacional!

Uma das poucas vezes que comemos bem em todas as nossas viagens!

Abraço

Alexandre

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A fúria do panda adormecido!

Continuamos as histórias em Estocolmo. Desta vez, o fato ocorreu durante nossa primeira balada na cidade, logo em nossa primeira noite. Todos estavam ansiosos para provar da "hospitalidade" sueca.

Fomos a uma balada bem próxima ao hostel, que parecia bem animada. O lugar era grande, com área de bar com mesas e duas pistas de dança. Tudo corria bem, a música era boa, a "paisagem" incitava a pandelagem. E eis que surge uma mina, louca. Bem louca. Maravilhosa, mas "trêbada". Ela dançava... como posso dizer isso polidamente... hum: volupiosamente. Ela aparecia e desaparecia do nada. Alguém tinha que fazer algo. E eis que P3, repentinamente, toma a iniciativa e num ato caridoso ao tenatar ajudá-la a se levantar após um belo tombo, começa a conversar. A mina não pareceia muito interessada no papo e continuava dançando freneticamente de forma cada vez mais insinuante. P3, que gosta muito de conversar, tentou englobar P2 na conversa, que também gosta de conversar. Mal o apresentou e mina agarrou P2, dando-lhe um beijo. Não satisfeita a mina se vira para P3 que observava atônito e aplica-lhe o mesmo golpe. P3, muito ingênuo, deu o rosto para o beijo, o que resultou em uma bela lambida seguido de uma mordida no pescoço! Mas não parou por ai! 5 segundos depois ela se vira para P1 tentado o agarrar, que por sua vez esquiva-se perfeitamente, quase um Neo! Depois disso, e também de algumas quedas, ela sumiu e não a vimos mais.

Fomos caçados. Dois esquivaram-se. Um teve uma prova da "hospitalidade" sueca!

Abraço

P1,P2 e P3

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Um Mc'Donalds diferente em Estocolmo

Após um voo tranqüilo, chegamos a Estocolmo, capital da Suécia. Eu, Luiz e Guga nos separamos dos demais(estávamos em diferentes hostels). Famintos, procurávamos algum lugar para comer que não fosse muito caro e minimamente saudável, pois já haviamos almoçado no Burguer King em Stuttgart. Caminhamos por um tempo sem encontrar nada muito interessante, quando:

"Olha! Aqui o Mc'Donalds tem um nome diferente! IMILO..." - disse Guga todo feliz e já delirando de fome, tentando pronunciar aquela lingua do diabo!
"Caralho, Guga! I'm Loving It!" - disse Luiz, inconformado com tamanho déficit de atenção de nosso amigo tenista. O que foi mais engraçado é que também tentei ler da mesma maneira! Cedemos ao Mc'Donalds, onde comprovamos as atendentes mais gatas do planeta!

Mais tarde descobrimos que BK+Mc'Donalds formam uma combinação mortal em nossos organismos, gerando gases que "perfumaram" toda nossa estadia...

Abraço

Alexandre

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Pontualidade Relativa

A viagem para Estocolmo teve um número recorde de fatos que necessitam ser publicadas não só pelo humor da situação mas também pelo caráter inusitado dos mesmos. As histórias, independentes entre si, serão divididas em 4 partes.

Tudo começou ainda na Alemanha, enquanto estavamos a caminho do aeroporto. Partiríamos do aeroporto de Baden-Baden, pois afinal de contas, para pagarmos 25€ nas passagens ida e volta pra Suécia, terímos que utilizar aeroportos secundários e a Ryanair. Até ai sem problemas. Tivemos a compania de outros integrantes nesta viagem: Gabriel e Luigi, dois curitibanos, estagiários da Bosch que também moravam em Stuttgart.

O planejamento era pegarmos o trem saindo de Stuttgart e fazendo apenas duas trocas, com boas folgas de tempo. Porém, devido a contratempos, tivemos que pegar o trem seguinte, levando-nos a fazer 4 conexões com o tempo bem apertado. Até a segunda conexão tudo corria bem até que ao pegarmos a terceira conexão que com o trem lotado, problemas com as portas automáticas impediam que o trem partisse, atrasando em 15 preciosos minutos. Tal atraso prejudicaria a última conexão, um ônibus local. Se perdessemos aquele ônibus, teríamos que pegar um taxi onde gastaríamos mais que nossas passagens para Estocolmo! A situação estava tensa.

Para melhor entenderem a situação que se prosseguirá, caros leitores, tenham em mente que na Alemanha é totalmente natural que jornais estampem em sua primeira página fotos de mulheres totalmente nuas. Dito isso, durante a viagem, para quebrar um pouco a tensão que reinava, comentávamos sobre o jornal de um cidadão ao nosso lado. "Caramba! Que mulher gata!" "Verdade, que peitos hein!" eram os comentários. Até que alguém solta a pérola: "Pena que não tá mostrando a bucetinha!" e eis que logo em seguida um rapaz sentado logo atrás de nós vira em nossa direção e diz: "Por favor pessoal, mais respeito com minha namorada!" Após o susto inicial, rimos "que nem uma porca"! Quais eram as chances!?

Ao chegarmos, atrasados em 5 minutos, ao ponto de nossa última troca, onde pegaríamos o ônibus que nos levaria ao aeroporto, deparamos com o ponto vazio. O ônibus havia partido. O desânimo já nos abatia quando surge, do além, um ônibus. O nosso ônibus! Era um milagre! Ironicamente, no país da pontualidade, o ônibus atrasara pontualmente em relação ao trem! Daí em diante, nenhum imprevisto aconteceu. Partimos para Estocolmo, onde as mais maravilhosas loiras, tenras, com brancura intocada, nuas de biquíni, nos esperavam...


Abraço

Alexandre

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Efeito Facamp

Berlim fechou a parte Alemanha de nossas viagens. Luiz porém ainda tinha uma passagem "sobrando" e decidiu que voltaria a Stuttgart. Organizamos então uma baladinha, que segundo Patrick era uma das melhores de Stuttagart, Penthouse. Balada cheia de frecura com roupa e regras pra entrar. Mesmo assim conseguimos entrar. Era simplesmente fantástica! Três ambientes, música boa e... só tinha mulher gata!!! Infelizmente o "efeito Faccamp" nos atingiu e ficamos em estado de choque por algum tempo, praticamente estáticos, só admirando aquele momento único, como cachorros frente a uma churrascaria.

Algumas tequilas depois, voltamos ao "normal". Em "normal" entenda "pandas". Menos nosso amigo, P3, que por motivos de segurança preferiu não ter seu nome divulgado, que saiu da inércia e com todo seu molejo latino se aproximou de um alvo e começou com o processo de "acasalamento do panda na seca", enquanto P1 e P2 apenas curtiam a música. Em curtir a música entenda: estavam acuados demais pra arriscar qualquer movimento mais ousado. A noite foi passando e deixamos P3 sozinho e voltamos para casa.

No dia seguinte surgia a dúvida: Será que P3 finalmente se deu bem? A resposta como todos já deveriam esperar: Obviamente não! Mas esta história tem um final feliz para nosso amigo P3. Depois de mais 3 chances finalmente ele conseguiu! Um beijo e nada mais.

Abraço

P1, P2 e P3

sexta-feira, 1 de maio de 2009

A torre do Hopi Hari em Berlim

Finalmente fomos a Berlim! Para mim, particularmente, foi a melhor cidade de todas as viagens, não pela cidade em si, mas por sua história e significado. Enfim, não falarei hoje sobre meus sentimentos sobre Berlim e muito menos sobre história alemã.



Um dos fatos mais engraçados que acompanhou todas nossas viagens posteriores aconteceu aqui e envolve uma discussão um tanto insana sobre um dos ícones da capital alemã: Fernsehturm, a torre de TV de Berlim.

Durante nosso primeiro dia em Berlim, este foi o primeiro ponto visitado. E durante a tradicional seção de fotos, conversávamos: "Porra! Esta torre é alta pra c@%!"- disse "Ah, nem é tão alta assim!"- Luiz argumentou como sempre "Cara, é muito alta!"-reforçou Guga "Nem é tão grande assim!"- disse Luiz, mantedo sua posição e não satisfeito completou "A torre do Hopi Hari é maior!" o_O' Luiz continuou afirmando com toda a certeza, sua teoria insana. Obviamente, eu e Guga, ficamos transtornados com tamanha falta de noção e tentamos durante todo o dia abrir os olhos de nosso amigo. Apenas no dia seguinte, quando passamos novamente perto da torre, Luiz cedeu "Tá, beleza, esta parada é maior, mas nem tanto".


É Luiz, realmente não é tão grande: A Fernsehturm, construida entre 1965-1968, símbolo da República Democrática da Alemanha, possui 368m de altura e é a quarta mais alta estrutura da Europa. A torre do Hopi Hari, conhecido parque de diversões, possui significativos 69m e nem mesmo é a maior torre do Brasil. Apenas 5,3 vezes maior!!!

Abraço

Alexandre